FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2022
Paciente, sexo masculino, 68 anos, relata dor intensa e rigidez em ambos os tornozelos. No exame físico, mostra calor, edema e grande derrame articular também em ambos os tornozelos. A artrocentese do tornozelo direito mostra a presença de cristais fracamente birrefringentes positivos no líquido sinovial. A coloração de Gram é negativa. O diagnóstico mais provável é:
Artrite aguda em idoso + cristais fracamente birrefringentes positivos no líquido sinovial → Pseudogota (DDPC).
A pseudogota, ou doença de depósito de pirofosfato de cálcio (DDPC), é uma artrite por cristais que afeta frequentemente grandes articulações, como joelhos e tornozelos, em idosos. A presença de cristais de pirofosfato de cálcio di-hidratado (CPPD) com birrefringência positiva fraca no líquido sinovial é diagnóstica.
A pseudogota, também conhecida como doença de depósito de pirofosfato de cálcio (DDPC), é uma forma comum de artrite por cristais que afeta principalmente indivíduos idosos. Caracteriza-se pelo depósito de cristais de pirofosfato de cálcio di-hidratado (CPPD) na cartilagem articular e nos tecidos periarticulares, levando a episódios agudos de inflamação articular, semelhantes aos da gota. A prevalência aumenta com a idade, e pode ser associada a outras condições como hemocromatose, hipotireoidismo, hiperparatireoidismo e hipomagnesemia. O quadro clínico da pseudogota é de artrite aguda, com dor intensa, edema, calor e derrame articular, frequentemente em grandes articulações como joelhos, punhos, ombros e tornozelos, podendo ser monoarticular ou poliarticular. O diagnóstico definitivo é realizado pela artrocentese e análise do líquido sinovial. A presença de cristais de CPPD, que são tipicamente romboides ou em forma de bastão e exibem birrefringência positiva fraca sob microscopia de luz polarizada, é patognomônica. É crucial excluir artrite séptica através da coloração de Gram e cultura. O tratamento da pseudogota visa aliviar a inflamação e a dor durante as crises agudas. Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), colchicina e corticosteroides (orais ou intra-articulares) são as opções terapêuticas. Não há tratamento específico para remover os depósitos de cristais, e o manejo a longo prazo pode envolver a identificação e tratamento de condições subjacentes associadas à DDPC.
Os cristais de CPPD são tipicamente romboides ou em forma de bastão, e apresentam birrefringência positiva fraca sob microscopia de luz polarizada, diferenciando-os dos cristais de urato da gota.
A pseudogota afeta mais frequentemente grandes articulações, como joelhos, punhos, ombros e tornozelos, podendo ser monoarticular ou poliarticular.
A diferenciação é feita pela morfologia e birrefringência dos cristais: gota tem cristais de urato monossódico em forma de agulha com birrefringência negativa forte; pseudogota tem cristais de CPPD romboides com birrefringência positiva fraca.
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