FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2020
Sobre dor inguinal crônica, conceituada como dor persistente por mais de 3-6 meses após cirurgia de hérnia, a principal etiologia é:
Dor inguinal crônica (>3-6 meses) → Principal causa = Aprisionamento ou lesão nervosa (neuropática).
A inguinodinia crônica é predominantemente neuropática, resultante do aprisionamento de nervos regionais por suturas, grampos ou fibrose cicatricial em torno da tela.
A dor crônica pós-hernioplastia inguinal, também chamada de inguinodinia, tornou-se a complicação mais relevante da cirurgia de hérnia moderna, superando as taxas de recidiva. A fisiopatologia é majoritariamente neuropática, envolvendo mecanismos de compressão, estiramento ou inflamação perineural crônica. Durante a técnica de Lichtenstein (aberta) ou abordagens laparoscópicas (TAPP/TEP), a identificação e preservação dos nervos sensitivos da região inguinal são cruciais. O tratamento inicial deve ser conservador, incluindo fisioterapia, analgésicos multimodais e bloqueios nervosos guiados por ultrassom. Casos refratários podem exigir intervenções cirúrgicas complexas, como a tripla neurectomia ou a remoção da tela.
É definida como dor persistente, de intensidade variável, que dura mais de 3 a 6 meses após a realização de uma cirurgia de correção de hérnia inguinal (hernioplastia), impactando a qualidade de vida do paciente.
Os nervos mais frequentemente afetados são o ilioinguinal, o ilio-hipogástrico e o ramo genital do nervo genitofemoral. Eles podem ser lesados durante a dissecção, comprimidos pela tela ou aprisionados por suturas.
O meshoma refere-se ao enrugamento, dobramento ou deslocamento da tela cirúrgica. Embora possa causar dor mecânica e desconforto, ele é uma causa menos comum de dor crônica severa do que o aprisionamento nervoso direto.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo