HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2023
Mulher de 55 anos, em consulta com gastroenterologista, relata dor abdominal recorrente de início há sete meses, localizada em hipocôndrio direito, de moderada intensidade, precipitada por ingesta de alimentos gordurosos e melhora com antiespasmódico. Eventualmente acompanha náuseas e vômitos. Paciente sem antecedentes médicos relevantes, sedentária, sem uso de medicamentos contínuos e sem cirurgias prévias. Ao exame físico, FC: 80bpm, PA: 120x70mmHg, IMC: 31kg/m². Exame cardiopulmonar sem alterações, abdome flácido, pouco doloroso à palpação de hipocôndrio direito, sem massas ou visceromegalias identificáveis ao exame, com ruídos hidroaéreos presentes. Diante deste caso, assinale a alternativa com aa conduta inicial mais adequada.
Dor em HD pós-gordura + melhora com antiespasmódico → USG abdome superior para colelitíase/doença biliar.
A dor em hipocôndrio direito, especialmente se precipitada por alimentos gordurosos e aliviada por antiespasmódicos, é altamente sugestiva de patologia biliar (ex: colelitíase, disfunção biliar). A ultrassonografia de abdome superior é o exame inicial de escolha para investigar essas condições, sendo não invasiva e de alta sensibilidade para cálculos.
A dor abdominal em hipocôndrio direito é uma queixa comum na prática clínica, com um vasto leque de diagnósticos diferenciais. A história clínica detalhada é fundamental para direcionar a investigação. Características como a precipitação por alimentos gordurosos e o alívio com antiespasmódicos são fortes indicadores de patologia biliar, como colelitíase ou disfunção da vesícula biliar. A epidemiologia mostra que a colelitíase é prevalente, especialmente em mulheres, obesos e após os 40 anos. Diante de um quadro clínico sugestivo de doença biliar, a conduta inicial mais adequada é a realização de uma ultrassonografia do abdome superior. Este exame é não invasivo, amplamente disponível e possui alta sensibilidade para detectar cálculos na vesícula biliar, espessamento da parede vesicular e outras alterações morfológicas que podem indicar inflamação ou obstrução. A investigação com endoscopia ou colonoscopia, embora importantes para diferenciais oncológicos, não seria a primeira linha sem outros sinais de alarme. O tratamento dependerá do diagnóstico. Se confirmada colelitíase sintomática, a colecistectomia é a opção curativa. Em casos de disfunção biliar, o tratamento pode ser clínico ou cirúrgico. É crucial evitar tratamentos empíricos prolongados sem um diagnóstico claro, pois isso pode atrasar a resolução da causa subjacente e prolongar o sofrimento do paciente.
A dor em hipocôndrio direito, que irradia para o dorso ou ombro direito, precipitada por alimentos gordurosos e aliviada por antiespasmódicos, é altamente sugestiva de patologia biliar, como colelitíase ou disfunção da vesícula.
A ultrassonografia é um exame não invasivo, de baixo custo e alta sensibilidade para detectar cálculos na vesícula biliar, espessamento da parede vesicular e dilatação de vias biliares, sendo a primeira linha na investigação de dor em hipocôndrio direito com suspeita biliar.
Os diferenciais incluem colelitíase, colecistite, disfunção biliar, hepatites, úlcera péptica, pancreatite, pielonefrite, pneumonia de base direita e dor de origem na parede abdominal. A história clínica e o exame físico direcionam a investigação.
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