SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2019
Uma paciente com 25 anos é levada ao pronto socorro com queixa de dor em fossa ilíaca direita há 2 dias. Ao exame físico apresentava defesa local e discreto sinal de peritonite. O hemograma apresenta 15.500 leucócitos com 6% de bastões. O exame de imagem mais adequado para essa paciente tendo em vista seus diagnósticos diferenciais é
Mulher jovem com dor FID → USG é exame inicial ideal para apendicite e diferenciais ginecológicos.
Em mulheres jovens com dor em fossa ilíaca direita, a ultrassonografia é o exame de imagem de primeira linha. Ela permite avaliar o apêndice e, crucialmente, órgãos pélvicos (ovários, tubas uterinas), auxiliando no diagnóstico diferencial com condições ginecológicas como gravidez ectópica, DIP, cisto ovariano roto ou torção.
A dor em fossa ilíaca direita (FID) em mulheres jovens é um desafio diagnóstico devido à ampla gama de condições que podem causá-la, incluindo tanto causas cirúrgicas (como apendicite aguda) quanto ginecológicas. A apresentação clínica com defesa local, peritonite discreta e leucocitose com desvio à esquerda é sugestiva de um processo inflamatório agudo, mas não é patognomônica de apendicite, exigindo uma investigação cuidadosa dos diagnósticos diferenciais. Nesse cenário, a ultrassonografia (USG) é o exame de imagem de primeira linha mais adequado. Sua principal vantagem é a capacidade de avaliar simultaneamente o apêndice e os órgãos pélvicos (ovários, tubas uterinas, útero), permitindo diferenciar entre apendicite, gravidez ectópica, doença inflamatória pélvica (DIP), cisto ovariano roto, torção ovariana e outras condições. Além disso, é um método não invasivo e que não utiliza radiação ionizante, o que é crucial em mulheres em idade fértil. Embora a tomografia computadorizada (TC) tenha alta sensibilidade para apendicite, ela expõe a paciente à radiação e pode não ser tão eficaz quanto a USG para alguns diagnósticos ginecológicos específicos. A ressonância magnética (RM) é uma excelente alternativa, mas geralmente não está disponível em pronto-socorros como exame de primeira linha. Portanto, a USG oferece o melhor equilíbrio entre eficácia diagnóstica, segurança e acessibilidade para a avaliação inicial da dor em FID em mulheres jovens.
Além da apendicite aguda, os diferenciais incluem gravidez ectópica, doença inflamatória pélvica (DIP), cisto ovariano roto, torção ovariana, endometriose, infecção do trato urinário e litíase ureteral.
A ultrassonografia é não invasiva, não utiliza radiação ionizante (importante para mulheres em idade fértil) e é excelente para avaliar estruturas pélvicas e o apêndice, cobrindo a maioria dos diagnósticos diferenciais relevantes.
Pode mostrar um apêndice inflamado, líquido livre na pelve, massas anexiais (cistos, tumores), sinais de gravidez ectópica, espessamento tubário (DIP) ou fluxo sanguíneo alterado em caso de torção ovariana.
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