Dor Escrotal Aguda em Adolescentes: Causas e Diagnóstico Diferencial

HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2023

Enunciado

) Um paciente de 16 anos de idade compareceu ao pronto-socorro com queixa de dor súbita e intensa em região escrotal à direita, associada a náuseas e a vômitos, que persiste há quatro horas. Ao exame físico, o escroto encontra-se edemaciado, endurecido e eritematoso, e o testículo direito está sensível, inchado e ligeiramente elevado. Com base nesse caso clínico, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Exames de imagem são essenciais para definir a conduta desse caso.
  2. B) As causas mais comuns de dor escrotal aguda em adolescentes incluem torção testicular, torção do apêndice testicular e epididimite.
  3. C) O quadro pode ser compatível com torção testicular intermitente.
  4. D) O tratamento para um testículo torcido que permanece viável envolve orquiectomia.
  5. E) Não há necessidade de exploração do hemiescroto contralateral em casos de torção de testículo.

Pérola Clínica

Dor escrotal aguda em adolescente → Torção testicular, torção apêndice testicular, epididimite.

Resumo-Chave

A dor escrotal aguda é uma emergência urológica, especialmente em adolescentes, onde a torção testicular é uma das principais causas e exige intervenção cirúrgica imediata. Outras causas comuns incluem torção do apêndice testicular e epididimite, que requerem abordagens distintas.

Contexto Educacional

A dor escrotal aguda em adolescentes é uma queixa comum no pronto-socorro e representa uma emergência urológica que exige diagnóstico e tratamento rápidos. As três causas mais frequentes nessa faixa etária são a torção testicular, a torção do apêndice testicular e a epididimite. A torção testicular, em particular, é uma condição crítica devido ao risco de isquemia e perda do testículo se não for tratada em poucas horas. A fisiopatologia da torção testicular envolve a rotação do cordão espermático, comprometendo o fluxo sanguíneo para o testículo. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado na história de dor súbita e intensa, náuseas/vômitos e achados ao exame físico como testículo elevado, horizontalizado, edemaciado e reflexo cremastérico ausente. Embora o ultrassom Doppler possa auxiliar, a suspeita clínica deve levar à exploração cirúrgica imediata para evitar a necrose testicular. O tratamento da torção testicular é a destorção cirúrgica e orquidopexia (fixação) do testículo afetado, e também do contralateral, para prevenir torções futuras, já que a condição é frequentemente bilateral. O prognóstico depende diretamente do tempo entre o início dos sintomas e a cirurgia; intervenções dentro de 4-6 horas têm alta taxa de salvamento, que diminui drasticamente após 12-24 horas. Para epididimite, o tratamento é clínico com antibióticos, enquanto a torção do apêndice testicular é autolimitada e tratada sintomaticamente.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas da torção testicular?

A torção testicular manifesta-se com dor escrotal súbita e intensa, frequentemente associada a náuseas e vômitos. Ao exame, o testículo pode estar elevado, horizontalizado, edemaciado e muito sensível, com reflexo cremastérico ausente.

Como diferenciar torção testicular de epididimite?

A torção testicular geralmente tem início súbito e dor intensa, com testículo elevado e reflexo cremastérico ausente. A epididimite tem início mais gradual, dor menos intensa, febre, disúria e testículo doloroso, mas com reflexo cremastérico presente e alívio da dor com elevação (sinal de Prehn positivo).

Qual a conduta inicial em caso de suspeita de torção testicular?

A suspeita de torção testicular é uma emergência cirúrgica. A conduta inicial é a exploração cirúrgica imediata para destorção e orquidopexia bilateral, sem atrasos para exames de imagem, devido à isquemia testicular progressiva.

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