ISMEP - Instituto de Saúde e Medicina de Brasília (DF) — Prova 2023
Um paciente de 16 anos de idade compareceu ao pronto-socorro com queixa de dor súbita e intensa em região escrotal à direita, associada a náuseas e a vômitos, que persiste há quatro horas. Ao exame físico, o escroto encontra-se edemaciado, endurecido e eritematoso, e o testículo direito está sensível, inchado e ligeiramente elevado. Com base nesse caso clínico, assinale a alternativa correta.
Dor escrotal aguda em adolescente → Torção testicular, torção apêndice testicular e epididimite são os principais diferenciais.
A dor escrotal aguda em adolescentes é uma emergência urológica até prova em contrário. A torção testicular é a condição mais grave, exigindo diagnóstico e tratamento rápidos para preservar a viabilidade do testículo. Os diferenciais incluem torção do apêndice testicular e epididimite, que possuem manejos distintos.
A dor escrotal aguda em adolescentes é uma queixa comum e sempre deve ser abordada como uma emergência urológica até que a torção testicular seja descartada. A faixa etária de 12 a 18 anos é a de maior risco para torção testicular, uma condição que exige intervenção cirúrgica imediata para salvar o testículo. Outras causas importantes incluem a torção do apêndice testicular e a epididimite, que, embora menos graves, também requerem diagnóstico preciso. A torção testicular ocorre quando o cordão espermático se torce, comprometendo o fluxo sanguíneo para o testículo. Os sintomas clássicos incluem dor súbita e intensa, náuseas, vômitos e um testículo elevado e horizontalizado no exame físico. A epididimite, por outro lado, geralmente apresenta dor de início mais insidioso, associada a sintomas urinários e febre, com um epidídimo edemaciado e doloroso. A torção do apêndice testicular, como visto na questão anterior, pode apresentar o 'sinal do ponto azulado'. O diagnóstico diferencial é crucial. Embora exames de imagem como a ultrassonografia com Doppler possam auxiliar, a alta suspeita clínica de torção testicular exige exploração cirúrgica imediata, sem atrasos. O tratamento da torção testicular envolve a detorção e orquidopexia bilateral. Para a torção do apêndice testicular, o tratamento é conservador. A epididimite é tratada com antibióticos. A falha em diagnosticar e tratar a torção testicular em tempo hábil pode resultar em orquiectomia (remoção do testículo) e impactar a fertilidade futura do paciente.
A torção testicular geralmente se apresenta com dor escrotal súbita e intensa, unilateral, associada a náuseas e vômitos. Ao exame, o testículo pode estar elevado, horizontalizado (sinal de Prehn negativo) e extremamente sensível à palpação.
O tempo é crítico na torção testicular. A viabilidade testicular diminui drasticamente após 4-6 horas de isquemia. A exploração cirúrgica deve ser realizada o mais rápido possível para tentar a detorção e fixação (orquidopexia), visando preservar o testículo.
A exploração e fixação (orquidopexia) do testículo contralateral são essenciais para prevenir uma torção futura, já que a condição anatômica subjacente (deformidade em 'badalo de sino'), que predispõe à torção, é frequentemente bilateral.
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