SGCH - Santa Genoveva Complexo Hospitalar (MG) — Prova 2015
Homem, 46 anos, tabagista e com história pregressa de úlcera gastroduodenal, chega ao PA com quadro de dor intensa em região epigástrica e diarreia líquida, sem muco ou sangue, de início há 1 (uma) hora. Ao exame físico, apresenta-se em boas condições hemodinâmicas e sem sinais de peritonismo. Qual a conduta ideal para este paciente?
Dor epigástrica aguda, especialmente em paciente com fatores de risco cardiovascular, exige ECG para excluir isquemia miocárdica.
Dor epigástrica aguda, mesmo com sintomas gastrointestinais associados como diarreia, pode ser uma manifestação atípica de isquemia miocárdica, especialmente em pacientes com fatores de risco cardiovascular (tabagismo, idade). A prioridade é excluir causas cardíacas graves, sendo o eletrocardiograma a primeira e mais importante conduta.
A dor epigástrica é uma queixa comum no pronto-socorro, com um amplo espectro de causas, desde condições benignas gastrointestinais até emergências cardiovasculares e abdominais. Em pacientes com fatores de risco para doença arterial coronariana, como tabagismo, hipertensão, diabetes e idade avançada, a dor epigástrica deve sempre levantar a suspeita de isquemia miocárdica, mesmo que sintomas gastrointestinais como diarreia estejam presentes. A isquemia miocárdica pode se manifestar com dor atípica, incluindo dor epigástrica, náuseas, vômitos e sudorese, mimetizando problemas gastrointestinais. A avaliação inicial de um paciente com dor epigástrica aguda deve incluir a exclusão de causas cardíacas, sendo o eletrocardiograma (ECG) de 12 derivações a ferramenta diagnóstica mais importante e de rápida execução. Marcadores de necrose miocárdica, como troponina, também são úteis. A conduta ideal prioriza a estabilização do paciente e a exclusão de condições de risco de vida. Se o ECG for sugestivo de isquemia, o manejo segue os protocolos de síndrome coronariana aguda. Se o ECG for normal e a suspeita cardíaca for baixa, a investigação pode prosseguir para causas gastrointestinais, como úlcera péptica, gastrite ou pancreatite. É fundamental uma abordagem sistemática para evitar diagnósticos tardios e melhorar os desfechos.
Sinais de alerta incluem fatores de risco cardiovascular (tabagismo, hipertensão, diabetes, dislipidemia, idade), dor intensa, irradiação para braço/mandíbula, sudorese, náuseas, dispneia e ausência de alívio com antiácidos.
O ECG é rápido, não invasivo e crucial para identificar alterações isquêmicas agudas que indicam infarto do miocárdio, uma condição tempo-dependente que requer intervenção imediata.
A dor de úlcera geralmente tem relação com alimentação e alívio com antiácidos, enquanto a dor isquêmica é mais frequentemente desencadeada por esforço, não alivia com antiácidos e pode vir acompanhada de sintomas autonômicos. No entanto, a sobreposição é grande, exigindo sempre investigação cardíaca.
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