Dor Epigástrica e Sinais de Alarme: Conduta e Investigação

SMS Florianópolis - Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis (SC) — Prova 2023

Enunciado

Cristina, de 61 anos, vem em demanda espontânea por dor intensa retroesternal irradiada para epigástrio, que a desperta de madrugada, há 1 semana, associada a alguns episódios de vômito. Apresentava dor uma vez por mês, mas agora está mais forte. Usou por conta própria omeprazol irregularmente sem melhora, nega consulta prévia pelo quadro. Refere também tosse seca há 2 meses, sem demais alterações. Tabagista 10 anosmaço, nega comorbidades. Durante a consulta a paciente chora e relaciona quadro à preocupação com o marido, que está bebendo todos os dias e dormindo fora de casa. Fala sobre novo emprego como caixa no supermercado e não quer colocar atestado. Pede por medicamento forte para melhorar logo. Ao exame físico: corada, hidratada, anictérica, acianótica, PA 130x80 mmHg, FC 90 bpm, satO2 98%, IMC 33,4 kg/m2, exame cardíaco e pulmonar sem alterações, abdome flácido, sem massas ou visceromegalias palpáveis, dor moderada à palpação de epigástrio, sem sinais de peritonite. Após medicar a paciente com dipirona via intravenosa (IV), paciente refere melhora parcial da dor e está mais calma. A partir do caso apresentado, além da intervenção breve para tabagismo, a conduta mais adequada seria:

Alternativas

  1. A) Frente à melhora da paciente com medicamento intravenoso e escuta ativa, tranquilizá-la sobre o quadro benigno, que provavelmente é emocional. Agendar retorno para abordar saúde mental.
  2. B) Solicitar teste ergométrico para avaliar dor torácica, orientar medidas de hábitos saudáveis e perda ponderal. Orientar sinais de alarme e agendar retorno em 1 semana.
  3. C) Orientar medidas de hábitos de vida saudável e perda ponderal. Iniciar o omeprazol em dose plena e retorno em 1 mês. Solicitar endoscopia digestiva alta e orientar sinais de alarme.
  4. D) Orientar medidas de hábitos de vida saudável e perda ponderal. Tranquilizá-la, sem necessidade de realizar exames no momento. Iniciar o omeprazol em dose plena e reavaliar em 1 mês.

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