SMS São José do Rio Preto - Secretaria Municipal de Saúde (SP) — Prova 2024
Um homem de 70 anos de idade chega ao seu consultório referindo início de dor abdominal epigástrica após trabalhar no jardim pela manhã. Apresenta náusea e sudorese. A dor não irradia. Tem história prévia de hipertensão e diabetes. O exame físico revela a sudorese e um abdome indolor. Qual o menos provável do diagnóstico a seguir?
Dor epigástrica + náusea + sudorese + fatores risco cardiovascular → Sempre considerar isquemia miocárdica. Diverticulite é improvável com dor epigástrica isolada.
A dor epigástrica em idosos, especialmente com fatores de risco cardiovascular (hipertensão, diabetes), náusea e sudorese, deve levantar forte suspeita de isquemia miocárdica, mesmo na ausência de irradiação clássica. Colecistite e pancreatite são causas comuns de dor epigástrica. Diverticulite, por outro lado, tipicamente causa dor no quadrante inferior esquerdo, tornando-a a menos provável neste cenário.
A dor abdominal epigástrica é uma queixa comum na emergência e no consultório, com um vasto diagnóstico diferencial que abrange desde condições benignas até emergências com risco de vida. Em pacientes idosos, a apresentação clínica pode ser atípica e os fatores de risco subjacentes, como hipertensão e diabetes, aumentam a probabilidade de doenças cardiovasculares, tornando a avaliação ainda mais desafiadora e crítica. Neste cenário, a isquemia miocárdica deve ser sempre considerada. A dor epigástrica, náusea e sudorese são sintomas que podem indicar um infarto agudo do miocárdio, especialmente em idosos e diabéticos, onde a dor torácica clássica pode estar ausente. Colecistite e pancreatite são outras causas importantes de dor epigástrica, com apresentações clínicas e exames complementares específicos para diferenciação. A diverticulite de cólon, por outro lado, é uma inflamação dos divertículos que tipicamente causa dor no quadrante inferior esquerdo do abdome, embora possa haver variações. Sua apresentação como dor epigástrica isolada é altamente improvável, tornando-a a opção menos provável no diagnóstico diferencial proposto. A abordagem diagnóstica deve ser sistemática, incluindo eletrocardiograma, enzimas cardíacas, exames laboratoriais e de imagem conforme a suspeita clínica.
A isquemia miocárdica pode se manifestar com dor epigástrica devido à inervação visceral compartilhada entre o coração e o trato gastrointestinal superior, resultando em dor referida.
Sinais de alerta incluem sudorese, náuseas, dispneia, palpitações, e a presença de fatores de risco cardiovascular como hipertensão, diabetes e idade avançada.
A dor da diverticulite geralmente se localiza no quadrante inferior esquerdo do abdome, embora possa ocorrer em outras regiões dependendo da localização dos divertículos.
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