UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2025
Assinale a alternativa que contém a mais frequente complicação após uma herniorrafia inguinal aberta segundo Sabiston.
Complicação mais frequente após herniorrafia inguinal aberta = dor crônica (neuropática).
A dor crônica, frequentemente de origem neuropática devido à lesão ou aprisionamento de nervos inguinais (ilio-hipogástrico, ilioinguinal, genitofemoral) durante a cirurgia, é a complicação mais comum após herniorrafia inguinal aberta, superando seroma, infecção ou recidiva.
A herniorrafia inguinal é um dos procedimentos cirúrgicos mais comuns realizados mundialmente. Embora seja geralmente segura e eficaz, é fundamental que os cirurgiões e residentes estejam cientes das possíveis complicações, tanto agudas quanto crônicas. O conhecimento dessas complicações é crucial para o manejo pré, intra e pós-operatório, visando otimizar os resultados e a qualidade de vida do paciente. Entre as complicações agudas, destacam-se seroma, hematoma, infecção do sítio cirúrgico e lesões vasculares ou viscerais. No entanto, a complicação mais frequente a longo prazo, e que mais impacta a vida dos pacientes, é a dor crônica pós-herniorrafia. Esta dor, muitas vezes de caráter neuropático, pode ser debilitante e refratária ao tratamento, sendo um desafio significativo na prática cirúrgica. A dor crônica é atribuída principalmente à lesão direta, compressão ou aprisionamento dos nervos da região inguinal (ilio-hipogástrico, ilioinguinal, genitofemoral) durante a dissecção, sutura ou fixação da tela. A prevenção envolve técnicas cirúrgicas cuidadosas, identificação e preservação nervosa. O manejo pode ser complexo, exigindo uma abordagem multidisciplinar. O Sabiston, uma referência em cirurgia, enfatiza a importância de reconhecer e abordar essa complicação para garantir o melhor desfecho ao paciente.
A complicação mais frequente após uma herniorrafia inguinal aberta é a dor crônica, também conhecida como neuralgia inguinal ou inguinodinia crônica. Esta dor pode ser persistente e impactar significativamente a qualidade de vida do paciente.
O tratamento da dor crônica pós-herniorrafia pode variar desde analgésicos e anti-inflamatórios, fisioterapia, bloqueios nervosos, até, em casos refratários, a neurólise ou neurectomia dos nervos afetados, ou até mesmo a exploração cirúrgica para remoção de malha ou fixadores.
Os nervos mais comumente envolvidos na dor crônica pós-herniorrafia são o nervo ilioinguinal, o nervo ilio-hipogástrico e o ramo genital do nervo genitofemoral. A lesão, aprisionamento ou irritação desses nervos durante a dissecção ou fixação da tela pode levar à dor neuropática.
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