AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2025
Sobre dor crônica, é correto afirmar que
Manejo da dor crônica = abordagem biopsicossocial, incluindo componentes nociceptivo, neuropático e psicossocial.
O tratamento da dor crônica deve ser abrangente, reconhecendo que a dor não é apenas uma sensação física, mas uma experiência complexa influenciada por fatores psicológicos, sociais e emocionais. Uma abordagem multidisciplinar que inclui terapias farmacológicas e não farmacológicas, além do suporte psicossocial, é essencial para o sucesso do manejo.
A dor crônica é definida como dor persistente por mais de três meses ou que persiste além do tempo normal de cicatrização de uma lesão aguda. É uma condição complexa que afeta milhões de pessoas globalmente, com um impacto significativo na qualidade de vida, capacidade funcional e saúde mental. Diferente da dor aguda, a dor crônica frequentemente envolve alterações nos sistemas nervoso central e periférico, e sua fisiopatologia pode ser multifatorial, incluindo componentes nociceptivos, neuropáticos e nociplásticos. O manejo da dor crônica exige uma abordagem abrangente e multidisciplinar, que vai além da simples prescrição de analgésicos. É fundamental adotar o modelo biopsicossocial, reconhecendo que a dor é uma experiência subjetiva influenciada por fatores biológicos (lesão tecidual, inflamação), psicológicos (ansiedade, depressão, catastrofização) e sociais (suporte familiar, ambiente de trabalho). Ignorar qualquer um desses componentes pode levar ao insucesso terapêutico e à cronificação da dor. O tratamento deve integrar terapias farmacológicas, como analgésicos simples, anti-inflamatórios, opioides (com cautela e indicação precisa), e fármacos adjuvantes (antidepressivos, anticonvulsivantes), com terapias não farmacológicas. Estas últimas incluem fisioterapia, exercícios físicos adaptados, acupuntura, técnicas de relaxamento, mindfulness e, crucialmente, intervenções psicoterapêuticas como a terapia cognitivo-comportamental, que ajudam o paciente a desenvolver estratégias de enfrentamento e a melhorar sua funcionalidade e bem-estar. A educação do paciente sobre sua condição e o estímulo à autogestão são pilares para um manejo eficaz da dor crônica.
A dor nociceptiva resulta da ativação de nociceptores por estímulos lesivos (ex: dor pós-cirúrgica, artrite), enquanto a dor neuropática é causada por lesão ou doença do sistema nervoso somatossensorial (ex: neuralgia do trigêmeo, dor pós-herpética), frequentemente descrita como queimação, choque ou pontadas.
A dor crônica é uma experiência complexa influenciada por fatores biológicos, psicológicos (crenças, emoções, coping) e sociais (ambiente, suporte). Uma abordagem biopsicossocial reconhece essa interconexão, permitindo um tratamento mais completo e eficaz que vai além da simples supressão da dor física.
Terapias não farmacológicas incluem fisioterapia, exercícios terapêuticos, terapia ocupacional, acupuntura, técnicas de relaxamento, meditação, terapia cognitivo-comportamental (TCC) e educação em dor. Elas visam melhorar a função, reduzir a dor e capacitar o paciente a gerenciar sua condição.
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