USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2024
Menino de 7 anos de idade, queixa-se de dores difusas na panturrilha e na região pré-tibial direitas há 6 meses, que aparecem principalmente no final da tarde, quase diárias. Às vezes, a criança acorda à noite pela dor, sendo essa dor muito intensa. A mãe não nota qualquer alteração objetiva nas pernas (edema, calor, vermelhidão) e as dores melhoram com massagens locais. A criança nega qualquer outra queixa e ao exame físico não apresenta qualquer alteração. Foi realizado diagnóstico de Dor do Crescimento pelo pediatra. Qual das características da dor descritas na história coloca em dúvida esse diagnóstico?
Dor do crescimento = bilateral, vespertina/noturna, melhora com massagem, exame físico normal. Unilateralidade questiona o diagnóstico.
A dor do crescimento é um diagnóstico de exclusão, caracterizada por dor bilateral, intermitente, predominantemente vespertina ou noturna, que melhora com massagens e não apresenta achados anormais ao exame físico. A unilateralidade da dor é um sinal de alerta que deve levantar a suspeita de outras causas.
A dor do crescimento é uma condição benigna e comum na infância, afetando crianças em idade pré-escolar e escolar. É um diagnóstico de exclusão, o que significa que outras causas mais sérias de dor devem ser descartadas antes de se chegar a essa conclusão. A prevalência é alta, e é uma das queixas musculoesqueléticas mais frequentes na pediatria. As características clássicas da dor do crescimento incluem dor bilateral, intermitente, localizada nas panturrilhas, coxas e atrás dos joelhos, que ocorre predominantemente no final da tarde ou à noite, podendo acordar a criança. A dor geralmente melhora com massagens, calor local ou analgésicos simples. O exame físico é invariavelmente normal, sem sinais inflamatórios, edema ou limitação de movimentos. A presença de sinais atípicos, como dor unilateral, dor persistente durante o dia, claudicação, febre, perda de peso, edema articular ou alterações ao exame físico, deve levantar a suspeita de outras patologias e motivar uma investigação mais aprofundada. Para residentes, é crucial conhecer esses critérios para evitar diagnósticos errôneos e garantir a identificação precoce de condições que necessitam de tratamento específico.
A dor do crescimento é tipicamente bilateral, intermitente, localizada nas panturrilhas e coxas, ocorre mais no final do dia ou à noite, e melhora com massagens ou analgésicos simples. O exame físico é sempre normal.
A dor do crescimento é considerada uma condição benigna e difusa, não associada a uma lesão específica. Dores unilaterais ou localizadas podem indicar outras causas, como lesões ortopédicas, infecções, tumores ou condições inflamatórias, que requerem investigação.
Os diagnósticos diferenciais incluem artrite idiopática juvenil, osteomielite, tumores ósseos (benignos ou malignos), fraturas de estresse, síndrome da dor patelofemoral, deficiências nutricionais e outras condições reumatológicas ou infecciosas.
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