UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2022
Escolar de 8 anos de idade apresenta dor em membros inferiores, recorrente, difusa, preferencialmente a noite há 12 meses. Mãe relata piora com o frio e melhora com aquecimento, massagem e analgésicos comuns. Exame físico sem alterações. Em relação ao caso exposto, é correto afirmar que:
Dor de crescimento → bilateral, noturna, melhora com massagem/calor, exame físico normal, sem sinais de alerta.
A dor de crescimento é um diagnóstico de exclusão em crianças, caracterizada por dor bilateral em membros inferiores, predominantemente noturna, que melhora com massagem e calor, e com exame físico normal, sem sinais de alerta para doenças orgânicas.
A dor de crescimento é uma condição musculoesquelética benigna e comum na infância, afetando cerca de 25% a 40% das crianças em idade escolar, geralmente entre 3 e 12 anos. Caracteriza-se por episódios de dor em membros inferiores, que podem ser angustiantes para a criança e os pais, mas não estão associados a nenhuma doença orgânica subjacente. É crucial para o pediatra e o residente saber reconhecer e diferenciar essa condição de outras causas mais graves de dor em membros. A fisiopatologia exata da dor de crescimento ainda é desconhecida, mas teorias incluem fadiga muscular, estresse mecânico nos ossos em crescimento, ou mesmo fatores psicossociais. Clinicamente, a dor é tipicamente bilateral, difusa, localizada nas coxas, panturrilhas ou atrás dos joelhos, e ocorre predominantemente à noite ou no final do dia, acordando a criança do sono. É aliviada por massagem, calor e analgésicos simples. O exame físico é invariavelmente normal, sem sinais inflamatórios, limitação de movimento ou sensibilidade localizada. O diagnóstico da dor de crescimento é clínico, baseado na história e no exame físico normal, e é um diagnóstico de exclusão. Não há exames complementares que confirmem a dor de crescimento; eles só são indicados se houver sinais de alerta que sugiram uma doença orgânica (ex: dor unilateral, dor articular, febre, perda de peso, claudicação). O manejo consiste em tranquilizar a família, explicar a natureza benigna da dor e orientar medidas de conforto, como massagens, compressas quentes e analgésicos comuns quando necessário. A condição geralmente se resolve espontaneamente com o tempo.
A dor de crescimento é bilateral, localizada nas coxas, panturrilhas ou atrás dos joelhos, ocorre predominantemente à noite, não limita as atividades diárias e melhora com massagem, calor e analgésicos comuns.
Sinais de alerta incluem dor unilateral, dor articular, dor que impede atividades, dor matinal, febre, perda de peso, claudicação, edema, eritema, limitação de movimento, e alterações no exame físico.
A conduta é tranquilizar os pais, explicar a natureza benigna da condição e orientar medidas sintomáticas como massagem, compressas quentes, alongamentos e analgésicos simples, se necessário.
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