UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2023
Criança masculina, 6 anos de idade, comparece em consulta de rotina com queixa de dor em região anterior de coxas durante a noite, há alguns meses, que necessita de analgésicos para melhora. Ao exame físico, encontra-se uma criança eutrófica que aponta a região anterior de coxa bilateral como local da dor.Considerando esse quadro, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o diagnóstico e a conduta para esse caso.
Dor do crescimento: Criança eutrófica, dor noturna bilateral em membros inferiores (coxas/panturrilhas), sem sinais inflamatórios → observação clínica.
A dor do crescimento é uma condição benigna comum em crianças em idade escolar, caracterizada por dor bilateral, intermitente, predominantemente noturna, em membros inferiores (coxas e panturrilhas), sem sinais inflamatórios ou limitação funcional. O exame físico é normal.
A dor do crescimento é uma condição benigna e comum, afetando cerca de 10-20% das crianças em idade escolar, geralmente entre 3 e 12 anos. Embora a causa exata seja desconhecida, acredita-se estar relacionada à fadiga muscular ou à rápida proliferação óssea. É fundamental para o residente saber diferenciá-la de condições mais graves. Os sintomas característicos incluem dor bilateral nas coxas, panturrilhas ou atrás dos joelhos, que ocorre principalmente à noite, acordando a criança do sono, e pode durar de minutos a horas. A dor é intermitente, com períodos assintomáticos. O exame físico é completamente normal, sem sinais de inflamação, sensibilidade localizada, claudicação ou limitação de movimentos. O diagnóstico da dor do crescimento é clínico, baseado na história e no exame físico. Não são necessários exames complementares, a menos que haja sinais de alerta (dor unilateral, persistente, associada a febre, perda de peso, claudicação, inchaço articular ou sensibilidade óssea). A conduta consiste em tranquilizar os pais, explicar a natureza benigna da dor e oferecer medidas sintomáticas como massagens, compressas quentes e analgésicos simples.
A dor do crescimento é tipicamente bilateral, intermitente, ocorre predominantemente à noite ou no final do dia, afeta as coxas e panturrilhas, e não está associada a sinais inflamatórios ou limitação funcional.
A conduta é essencialmente clínica, com tranquilização dos pais sobre a natureza benigna da condição. Medidas de conforto como massagens, compressas quentes e analgésicos simples (paracetamol, ibuprofeno) podem ser utilizados para alívio da dor.
A dor do crescimento não causa claudicação, inchaço, vermelhidão, febre ou sensibilidade localizada. O exame físico é normal, diferenciando-a de condições mais graves como artrite ou tumores.
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