INCA - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (RJ) — Prova 2021
Menino, 6 anos, é levado ao ambulatório com queixa de crises de dor nos membros inferiores há dois meses. Segundo a mãe a dor é bilateral, acomete a parte anterior das coxas, canelas, panturrilhas e atrás dos joelhos. As dores surgem à noite, ou de madrugada, e só melhoram com massagem ou dipirona. Na manhã seguinte, a criança está assintomática e sem limitação física. Exame físico: sem sinais de dor; deformidades; fraqueza muscular ou restrição de movimentos. A hipótese diagnóstica mais provável para este menino é:
Dor bilateral em MMII, noturna, melhora com massagem/analgésico, exame físico normal = Dor do Crescimento.
A dor do crescimento é uma condição benigna comum em crianças, caracterizada por dor bilateral nos membros inferiores (coxas, panturrilhas, atrás dos joelhos), predominantemente noturna, que melhora com massagem ou analgésicos simples e não apresenta alterações ao exame físico ou limitações diurnas. É um diagnóstico de exclusão.
A dor do crescimento é uma condição musculoesquelética benigna e comum na infância, afetando cerca de 25% a 40% das crianças em idade escolar, geralmente entre 3 e 12 anos. Embora o nome sugira uma relação direta com o crescimento ósseo, a etiologia exata ainda é desconhecida, mas acredita-se que esteja ligada à fadiga muscular ou à atividade física intensa. É crucial que residentes saibam reconhecer essa condição para evitar investigações desnecessárias e tranquilizar os pais. O diagnóstico da dor do crescimento é essencialmente clínico e de exclusão. As características típicas incluem dor bilateral nos membros inferiores, frequentemente nas coxas, panturrilhas e atrás dos joelhos, sem envolver articulações. A dor é intermitente, predominantemente noturna ou no final do dia, e não causa claudicação ou limitação de atividades diurnas. Um achado chave é a melhora com massagem, calor ou analgésicos simples, como dipirona. O exame físico da criança com dor do crescimento é invariavelmente normal, sem sinais de inflamação, edema, calor, rubor, deformidades, fraqueza muscular ou restrição de movimentos. A ausência de sinais de alerta (febre, perda de peso, claudicação persistente, dor unilateral, dor articular, dor óssea localizada, alterações laboratoriais) é fundamental para o diagnóstico. O tratamento é sintomático, focado no alívio da dor e na educação dos pais sobre a natureza benigna da condição.
A dor do crescimento geralmente é bilateral, acomete coxas, panturrilhas e atrás dos joelhos, ocorre predominantemente à noite ou de madrugada, e melhora com massagem, calor ou analgésicos simples. A criança está assintomática e sem limitações durante o dia.
A dor do crescimento é um diagnóstico de exclusão. Diferencia-se pela ausência de sinais inflamatórios (febre, edema, calor, rubor), claudicação, limitação de movimentos, fraqueza muscular ou alterações ao exame físico. Sinais de alerta indicam outras patologias.
O tratamento é sintomático e inclui medidas de conforto como massagens, compressas quentes e analgésicos simples (paracetamol, dipirona) para alívio da dor noturna. É fundamental tranquilizar os pais sobre a natureza benigna e autolimitada da condição.
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