Dor Abdominal Recorrente em Crianças: Abordagem Clínica

SMS Florianópolis - Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis (SC) — Prova 2023

Enunciado

Joana traz seu filho Miguel, 7 anos, para a consulta devido a queixa de dor abdominal recorrente. Relata que as dores iniciaram há aproximadamente 6 meses e estão mais frequentes nas últimas semanas, fazendo com que o filho faltasse alguns dias na escola. A dor é em região periumbilical, tipo cólica, de moderada a forte intensidade, sem irradiação. Quando questionado, Miguel nega qualquer alteração no hábito intestinal, sintomas urinários e sistêmicos. Exame físico do abdome sem alterações, pressão arterial: 100 x 60 mmHg, peso: 22 kg, altura: 120 cm. Joana está muito preocupada pois o filho de sua prima, da mesma idade de Miguel, começou com dores semelhantes ás de seu filho e após longa investigação foi diagnosticado com câncer. Traz consigo o resultado de exames solicitados em clínica popular de: hemograma, velocidade de hemossedimentação (VHS), proteína C reativa (PCR), parcial de urina e urocultura - todos normais. Mostra também o pedido de um ultrassom de abdome total e endoscopia digestiva alta, que não realizou devido o custo desses exames. A conduta mais adequada ao caso é:

Alternativas

  1. A) Solicitar o ultrassom de abdome total, endoscopia digestiva alta e exame parasitológico de fezes para prosseguir investigação.
  2. B) Solicitar apenas o ultrassom de abdome total já que a endoscopia digestiva alta se trata de um exame invasivo e desnecessário no momento.
  3. C) Explicar que entre 90-95% dos casos de dor abdominal recorrente não é possível estabelecer uma etiologia específica e que não há necessidade de prosseguir investigação.
  4. D) Realizar uma anamnese abrangendo aspectos emocionais, sociais e familiares, realizar um diário da dor e tranquilizar a preocupação materna.

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