UFRN/EMCM - Escola Multicampi de Ciências Médicas (RN) — Prova 2020
Ao relacionar a manifestação clínica com a patologia da infância, marque a sequência de correspondência correta: a) Anorexia; b) Emese biliosa; c) Rebote ou defesa; d) Equimose no abdome;( ) Pancreatite; ( ) Apendicite; ( ) Obstrução; ( ) Peritonite.
Pancreatite → Equimose; Apendicite → Anorexia; Obstrução → Emese biliosa; Peritonite → Rebote.
A correlação entre sinais e sintomas específicos e patologias abdominais em crianças é crucial para o diagnóstico diferencial. Equimose abdominal pode indicar pancreatite grave (sinal de Cullen ou Grey Turner). Anorexia é um sintoma comum e precoce na apendicite. Emese biliosa sugere obstrução intestinal distal ao duodeno. Rebote e defesa são sinais de irritação peritoneal, característicos de peritonite.
A dor abdominal é uma queixa comum na infância e pode representar um desafio diagnóstico devido à inespecificidade dos sintomas e à dificuldade de comunicação das crianças. A capacidade de correlacionar manifestações clínicas específicas com patologias subjacentes é fundamental para o manejo adequado e a prevenção de complicações. A fisiopatologia das condições abdominais pediátricas varia amplamente. A pancreatite, por exemplo, envolve inflamação do pâncreas, que pode ser idiopática ou secundária a trauma, infecções ou cálculos. A apendicite aguda é a inflamação do apêndice cecal, geralmente por obstrução do lúmen. A obstrução intestinal pode ser mecânica (intussuscepção, volvo) ou funcional, impedindo o trânsito do conteúdo intestinal. A peritonite é a inflamação do peritônio, frequentemente secundária à perfuração de uma víscera oca. O diagnóstico diferencial da dor abdominal em crianças exige uma anamnese detalhada, exame físico minucioso e, muitas vezes, exames complementares como ultrassonografia ou tomografia. O tratamento varia desde medidas de suporte até intervenções cirúrgicas de emergência, dependendo da etiologia. A identificação precoce de sinais de alerta, como emese biliosa ou sinais de irritação peritoneal, é crucial para um desfecho favorável.
Em crianças, a pancreatite pode apresentar dor abdominal intensa, vômitos e, em casos graves, sinais de equimose periumbilical (Cullen) ou nos flancos (Grey Turner), embora sejam raros.
A emese biliosa, caracterizada por vômito de coloração esverdeada, indica que há bile presente no conteúdo vomitado, sugerindo uma obstrução intestinal distal à ampola de Vater, uma emergência cirúrgica até prova em contrário.
O sinal de rebote (dor à descompressão súbita) e a defesa (contração involuntária da musculatura abdominal) são indicativos de irritação peritoneal, sugerindo condições como apendicite perfurada ou peritonite.
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