FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2020
Levando-se em consideração os exames laboratoriais para investigação de dor abdominal em crianças, assinale a alternativa INCORRETA:
Exames laboratoriais para dor abdominal em crianças não devem ser 'sempre' solicitados; a indicação é baseada na clínica.
A solicitação de exames complementares para dor abdominal em crianças deve ser guiada pela história clínica e exame físico, evitando a rotina indiscriminada. Exames como hemograma, ureia, amilase e lipase não são sempre necessários.
A dor abdominal em crianças é uma queixa comum na prática pediátrica, com um amplo espectro de causas, desde condições benignas e autolimitadas até emergências cirúrgicas. A abordagem diagnóstica deve ser cuidadosa e racional, priorizando a história clínica detalhada e o exame físico completo. A solicitação indiscriminada de exames complementares pode levar a custos desnecessários, exposição à radiação (em exames de imagem) e ansiedade para a família, além de achados incidentais que podem desviar o foco do diagnóstico correto. É um erro comum acreditar que todos os exames laboratoriais, como hemograma, ureia, amilase e lipase, devem ser "sempre" solicitados em qualquer caso de dor abdominal pediátrica. A indicação desses exames deve ser guiada pela suspeita clínica. Por exemplo, amilase e lipase são mais relevantes se houver suspeita de pancreatite. O hemograma é útil para avaliar anemia, leucocitose (sugerindo infecção ou inflamação) ou plaquetopenia, mas não é um exame de triagem universal. Por outro lado, alguns exames são essenciais em contextos específicos. O teste de beta HCG é mandatório em adolescentes do sexo feminino após a menarca para excluir gestação. O exame de urina é fundamental como diagnóstico diferencial, dada a frequência de infecções do trato urinário (ITU) e a possibilidade de litíase renal em crianças. A chave é a avaliação individualizada, evitando protocolos rígidos e focando na relevância clínica de cada exame para a hipótese diagnóstica.
Exames como hemograma, PCR, eletrólitos, função renal, amilase, lipase e exame de urina podem ser úteis, mas sua solicitação deve ser direcionada pela suspeita clínica, não de forma rotineira.
Em adolescentes do sexo feminino após a menarca, o teste de beta HCG é crucial para descartar gestação ectópica ou outras complicações gestacionais, que podem se manifestar com dor abdominal.
Suspeitar de ITU em crianças com febre sem foco, disúria ou alterações urinárias. A litíase renal é menos comum, mas deve ser considerada em dor lombar irradiada, hematúria ou histórico familiar. O exame de urina é fundamental.
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