SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024
A semiologia do abdome agudo é de fundamental importância para o diagnóstico adequado das patologias do abdome. A dor abdominal pode ser dividida em visceral, parietal e referida. Assinale a alternativa que apresenta corretamente um tipo de dor abdominal e uma característica dessa dor
Dor parietal = localização precisa, inervação somática do peritônio; Dor visceral = vaga, inervação autonômica.
A dor abdominal parietal é de localização mais precisa e bem definida porque envolve a inervação somática do peritônio parietal, que é rica em fibras nervosas mielinizadas. Diferentemente, a dor visceral é difusa e mal localizada, originada da distensão ou isquemia de vísceras ocas, com inervação autonômica menos específica.
A semiologia do abdome agudo é um dos pilares da prática médica, exigindo um conhecimento aprofundado dos diferentes tipos de dor abdominal para um diagnóstico preciso. A dor abdominal pode ser classificada em visceral, parietal e referida, cada uma com características distintas que auxiliam na localização e etiologia da patologia. A dor visceral origina-se da distensão, inflamação ou isquemia de vísceras ocas ou sólidas. É transmitida por fibras nervosas autonômicas, o que a torna difusa, mal localizada, geralmente em cólica ou queimação, e frequentemente associada a sintomas autonômicos como náuseas, vômitos e sudorese. Sua localização pode ser epigástrica (estômago, duodeno, pâncreas), periumbilical (intestino delgado, apêndice) ou hipogástrica (cólon, bexiga, órgãos pélvicos), dependendo da origem embriológica do órgão. Em contraste, a dor parietal, também conhecida como dor somática, resulta da irritação do peritônio parietal. Este é ricamente inervado por nervos somáticos, o que confere à dor características de localização precisa, intensidade maior e agravamento com movimentos, tosse ou palpação. A dor referida, por sua vez, é sentida em um local distante do órgão afetado, devido à convergência de vias nervosas viscerais e somáticas no mesmo nível da medula espinhal, como a dor no ombro direito na colecistite ou no ombro esquerdo na ruptura esplênica. O domínio dessas distinções é crucial para a avaliação clínica e o manejo adequado do paciente com abdome agudo.
A dor visceral é geralmente vaga, difusa, mal localizada, em cólica ou queimação, e pode ser acompanhada de sintomas autonômicos como náuseas, vômitos e sudorese. Ela se origina de órgãos ocos ou sólidos e é mediada por fibras nervosas autonômicas.
A dor parietal é mais intensa, bem localizada e pontual, agravada por movimentos ou tosse. Ela resulta da irritação do peritônio parietal, que é inervado por nervos somáticos, permitindo uma localização precisa da dor.
A dor referida é percebida em um local distante do órgão afetado, devido à convergência de fibras nervosas viscerais e somáticas no mesmo segmento medular. Sua importância clínica reside em guiar o diagnóstico para órgãos que não estão diretamente no local da dor sentida, como a dor no ombro direito na colecistite aguda.
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