Hospital Unimed-Rio (RJ) — Prova 2024
Paciente setimagesta, com seis cesáreas anteriores, atualmente com 27 semanas. Apresentou rotura uterina em gestação anterior. Vem para o pronto-socorro referindo dor em baixo ventre. Ao exame físico, identifica-se tônus uterino normal, batimentos cardíacos fetais presentes, dinâmica uterina presente, com duas contrações de um minuto em 10 minutos de avaliação, movimentação fetal presente. Nega demais comorbidades associadas. O colo encontra-se impérvio ao toque vaginal. A respeito do caso, assinale a alternativa correta:
Gestante de alto risco (rotura uterina prévia, >5 cesáreas) com dor/contrações → Investigar causas infecciosas e monitorar rotura.
Em gestantes de alto risco com dor abdominal e contrações, mesmo com colo impérvio, é crucial descartar causas infecciosas como ITU ou pielonefrite, além de monitorar ativamente para complicações obstétricas graves como rotura uterina, que pode ter apresentações atípicas.
A dor abdominal na gravidez, especialmente em pacientes de alto risco como as com histórico de rotura uterina e múltiplas cesáreas, exige uma avaliação cuidadosa e abrangente. A alta multiparidade e o número elevado de cesáreas aumentam significativamente o risco de rotura uterina, acretismo placentário e trabalho de parto prematuro. A presença de contrações uterinas, mesmo que o colo esteja impérvio, deve sempre levantar a suspeita de condições que podem levar a um desfecho adverso. Nesse cenário, é fundamental considerar tanto as complicações obstétricas diretas, como a ameaça de rotura uterina ou trabalho de parto prematuro, quanto outras causas de dor abdominal que podem mimetizar ou coexistir com essas condições. Infecções do trato urinário, por exemplo, são causas comuns de contrações uterinas e dor em baixo ventre na gravidez e devem ser ativamente investigadas. A avaliação inclui exame físico detalhado, monitoramento fetal e uterino, e exames laboratoriais como urocultura. O manejo deve ser individualizado, mas a prioridade é estabilizar a paciente, identificar a causa da dor e das contrações e prevenir complicações. Em casos de alto risco, a observação hospitalar é frequentemente indicada para monitoramento contínuo e intervenção rápida se necessário. A decisão de alta deve ser baseada na exclusão de condições graves e na estabilidade clínica da paciente, sempre com orientação clara sobre sinais de alerta.
Dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal, alteração do padrão de BCF, taquicardia materna, hipotensão e, em casos avançados, palpação de partes fetais fora do útero. O tônus uterino pode estar alterado.
Infecções do trato urinário, como cistite ou pielonefrite, podem desencadear contrações uterinas e até mesmo trabalho de parto prematuro. O tratamento precoce é fundamental para evitar complicações maternas e fetais.
Contrações de Braxton Hicks são irregulares, indolores ou com dor leve, não aumentam em intensidade ou frequência e não causam alterações cervicais. As contrações de trabalho de parto prematuro são regulares, dolorosas e levam a modificações no colo uterino.
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