Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2020
Diante de uma criança com dor abdominal, qual das características listadas abaixo sugere dor funcional?
Dor abdominal funcional em criança → Ausência de sinais de alarme como perda de peso ou desaceleração do crescimento.
A dor abdominal funcional em crianças é um diagnóstico de exclusão, caracterizada pela ausência de sinais de alarme (red flags) que sugeririam uma causa orgânica, como perda de peso, desaceleração do crescimento, sangramento gastrointestinal, febre ou dor que acorda a criança.
A dor abdominal em crianças é uma queixa comum na prática pediátrica, e sua etiologia pode variar desde causas orgânicas graves até condições funcionais benignas. A distinção entre dor abdominal orgânica e funcional é um desafio diagnóstico crucial para o médico, pois impacta diretamente a conduta e o prognóstico. A dor abdominal funcional é definida como dor abdominal crônica ou recorrente sem evidência de doença orgânica subjacente, após uma avaliação clínica e laboratorial apropriada. A chave para suspeitar de dor abdominal funcional reside na ausência de "sinais de alarme" (red flags). Estes sinais incluem, mas não se limitam a, perda de peso inexplicada, desaceleração ou estagnação do crescimento, sangramento gastrointestinal (hematêmese, melena, hematoquezia), disfagia, vômitos persistentes, diarreia crônica grave, febre inexplicada, dor que acorda a criança à noite, dor localizada fora da região periumbilical, e história familiar de doença inflamatória intestinal ou úlcera péptica. A presença de qualquer um desses sinais sugere uma causa orgânica e exige investigação aprofundada. O manejo da dor abdominal funcional envolve uma abordagem multidisciplinar. Após a exclusão de causas orgânicas, o tratamento foca na educação da família sobre a natureza benigna da condição, estratégias para lidar com a dor (como manejo do estresse, mudanças dietéticas), e, em casos mais refratários, pode-se considerar terapias farmacológicas ou psicoterapia. O objetivo é melhorar a qualidade de vida da criança e da família, minimizando o impacto da dor nas atividades diárias.
Sinais de alarme incluem perda de peso, desaceleração do crescimento, despertar noturno pela dor, sangramento gastrointestinal, disfagia, vômitos persistentes, febre inexplicada, artralgia, história familiar de doença inflamatória intestinal e dor localizada fora da região periumbilical.
O diagnóstico de dor abdominal funcional é de exclusão, após uma história clínica detalhada, exame físico completo e, se necessário, exames complementares para afastar causas orgânicas. Os Critérios de Roma IV são frequentemente utilizados para classificar os subtipos de dor abdominal funcional.
O tratamento envolve uma abordagem biopsicossocial, incluindo educação do paciente e família, manejo da dor com estratégias não farmacológicas (dieta, estresse), e, em alguns casos, farmacoterapia (probióticos, antidepressivos) ou terapia cognitivo-comportamental.
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