UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2020
Menina escolar de 8 anos apresenta dor abdominal que ocorre em episódios frequentes há 3 meses. A criança refere dor difusa, de moderada intensidade; o hábito intestinal é regular, mas às vezes apresenta episódios de diarreia líquida, sem muco, pus ou sangue. Pai refere perda de peso de 3 kg apesar de a criança continuar se alimentando normalmente. A característica clínica, que é um sinal de alerta de que essa dor deva ser de origem orgânica, é
Dor abdominal crônica em criança + perda de peso inexplicada → Sinal de alerta para causa orgânica.
A perda de peso inexplicada, especialmente quando a criança mantém o apetite, é um forte sinal de alerta ("red flag") em casos de dor abdominal crônica em pediatria, indicando a necessidade de investigação aprofundada para causas orgânicas, diferenciando-a de dores funcionais.
A dor abdominal crônica em crianças é uma queixa comum na pediatria, abrangendo um espectro que vai desde condições funcionais até doenças orgânicas graves. É definida como dor que ocorre pelo menos uma vez por semana por dois meses ou mais. A distinção entre dor funcional e orgânica é crucial para evitar investigações desnecessárias e para garantir o tratamento adequado. A avaliação inicial deve focar na identificação de "sinais de alerta" ou "red flags" que sugiram uma causa orgânica. Estes incluem perda de peso inexplicada, retardo de crescimento, dor que acorda a criança à noite, dor localizada fora da região periumbilical, disfagia, vômitos persistentes, sangramento gastrointestinal, artrite, febre inexplicada e história familiar de doença inflamatória intestinal. A presença de qualquer um desses sinais exige uma investigação diagnóstica mais aprofundada. O tratamento da dor abdominal crônica depende da etiologia. Se for funcional, o manejo envolve educação, suporte psicológico e, por vezes, terapias adjuvantes. Se uma causa orgânica for identificada, o tratamento será direcionado à doença subjacente. A perda de peso, como no caso apresentado, é um dos mais importantes sinais de alerta, indicando que a dor não deve ser prontamente classificada como funcional e requer investigação imediata.
Os sinais de alerta incluem perda de peso inexplicada, retardo de crescimento, dor que acorda a criança à noite, dor localizada fora da região periumbilical, disfagia, vômitos persistentes, sangramento gastrointestinal, artrite, febre inexplicada e história familiar de doença inflamatória intestinal.
A perda de peso em uma criança com dor abdominal crônica, especialmente se o apetite estiver preservado, sugere uma condição orgânica subjacente que pode estar causando má absorção, aumento do gasto energético ou inflamação sistêmica, como doença inflamatória intestinal ou doença celíaca.
A dor abdominal funcional não possui uma causa orgânica identificável e geralmente não apresenta sinais de alerta, enquanto a dor orgânica é causada por uma patologia específica e frequentemente cursa com red flags como perda de peso, febre ou sangramento.
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