HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2023
Em consultórios de atenção básica da saúde, frequentemente o médico avalia pacientes com dor abdominal. Seu principal desafio é realizar uma avaliação clínica que permita distinguir os quadros abdominais agudos que requerem cirurgias daqueles que podem ser tratados clinicamente em regime ambulatorial. Avalie as assertivas abaixo, associe as colunas e escolha a alternativa que contém a sequência correta em relação às características dos diferentes tipos de dores abdominais:I. Dor visceral.II. Dor parietal.III. Dor referida.IV. Dor cólica. [ ] Dor mais bem localizada, intensa e aguda, provocada pelo contato de um agente irritante. [ ] Dor profunda, vaga e pouco localizada, mediada pelo sistema nervoso autônomo. [ ] Dor no ombro, decorrente de irritação diafragmática. [ ] Dor de início súbito, com forte intensidade, seguida de atenuação e ausência. Provocada pelo aumento vigoro do peristaltismo, geralmente em resposta a um obstáculo luminal. (Osvaldt, A.B., Costa, MSTB. Avaliação da dor abdominal aguda. EM: Duncan BB., Schmidt, MI., Giugliani, ERJ. Medicina ambulatorial: Condutas de atenção primária baseadas em evidências. 3a Edição. Artmed. 2004.)
Dor abdominal: Visceral (vaga, SN autônomo), Parietal (localizada, irritação), Referida (distante, irradiação), Cólica (súbita, peristaltismo ↑).
A distinção entre os tipos de dor abdominal é crucial para o diagnóstico diferencial do abdome agudo. A dor visceral é difusa e mal localizada, a parietal é aguda e bem localizada, a referida é sentida em local distante do estímulo, e a cólica é intermitente e intensa, geralmente por obstrução de víscera oca.
A avaliação da dor abdominal é um dos desafios mais comuns na prática médica, especialmente na atenção primária e emergência. A capacidade de diferenciar os tipos de dor é fundamental para determinar a necessidade de intervenção cirúrgica ou tratamento clínico. Os quatro tipos principais são visceral, parietal, referida e cólica, cada um com características distintas. A dor visceral é profunda, vaga e pouco localizada, mediada pelo sistema nervoso autônomo, e geralmente associada a distensão, isquemia ou inflamação de órgãos ocos. A dor parietal, por outro lado, é mais bem localizada, intensa e aguda, resultante da irritação do peritônio parietal. A dor referida é percebida em um local distante do estímulo original, devido à inervação comum de diferentes estruturas. A dor cólica é caracterizada por início súbito, forte intensidade, seguida de atenuação e ausência, tipicamente causada por aumento vigoroso do peristaltismo contra um obstáculo luminal. Um entendimento aprofundado dessas distinções permite ao médico realizar uma semiologia mais acurada, direcionar a investigação diagnóstica e instituir a conduta terapêutica apropriada, evitando atrasos em casos cirúrgicos e otimizando o manejo de condições clínicas.
A dor visceral é profunda, vaga, mal localizada e difusa, frequentemente acompanhada de sintomas autonômicos como náuseas e sudorese, mediada pelo sistema nervoso autônomo.
A dor parietal é mais bem localizada, intensa e aguda, resultante da irritação do peritônio parietal, que é inervado somaticamente, permitindo uma localização mais precisa.
A dor referida é sentida em um local distante do órgão afetado, devido à convergência de fibras nervosas viscerais e somáticas no mesmo segmento medular, como a dor no ombro por irritação diafragmática.
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