Prontobaby - Hospital da Criança (RJ) — Prova 2021
Adolescente de 14 anos, sexo feminino com história de menstruação desde os 12 anos, é levada à emergência com quadro de febre de 38º C e vômitos iniciados há 48, seguidos de dor abdominal mal localizada em região umbilical / fossa ilíaca direita. Entre os diagnósticos diferenciais possíveis, incluem-se todos esses abaixo, exceto:
Dor abdominal aguda em adolescente feminina → pensar em causas ginecológicas (cisto, DIP) e cirúrgicas (apendicite). Sequestro esplênico = anemia falciforme.
Em adolescentes do sexo feminino com dor abdominal aguda, febre e vômitos, é crucial considerar diagnósticos diferenciais ginecológicos (cisto ovariano, DIP) e cirúrgicos (apendicite). O sequestro esplênico é uma complicação da anemia falciforme e seria improvável sem essa história prévia.
A dor abdominal aguda em adolescentes, especialmente do sexo feminino, representa um desafio diagnóstico devido à ampla gama de causas possíveis, que incluem condições cirúrgicas, ginecológicas, urológicas e gastroenterológicas. Uma anamnese detalhada e um exame físico minucioso são essenciais para guiar a investigação e evitar atrasos no diagnóstico de condições potencialmente graves. Entre os diagnósticos diferenciais mais comuns e importantes, destacam-se a apendicite aguda, que classicamente se manifesta com dor periumbilical migratória para a fossa ilíaca direita, náuseas, vômitos e febre. As causas ginecológicas, como cistos ovarianos complicados (torção ou ruptura) e doença inflamatória pélvica (DIP), são cruciais em adolescentes com vida sexual ativa, apresentando dor pélvica, febre e, por vezes, sangramento vaginal anormal. É fundamental excluir condições que não se encaixam no perfil clínico ou epidemiológico do paciente. O sequestro esplênico, por exemplo, é uma complicação grave e potencialmente fatal da anemia falciforme, caracterizada por esplenomegalia aguda, dor abdominal intensa e anemia súbita, podendo levar a choque hipovolêmico. Sem uma história prévia de anemia falciforme, essa hipótese é altamente improvável, tornando-a a alternativa "exceto" em um cenário de prova.
As principais causas incluem apendicite aguda, cistos ovarianos complicados (torção, ruptura), doença inflamatória pélvica (DIP), gastroenterite e infecção do trato urinário.
A apendicite tipicamente começa com dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita. Causas ginecológicas podem ter dor mais difusa ou pélvica, e a história menstrual e sexual é crucial. Exames de imagem (USG pélvico) são frequentemente necessários.
O sequestro esplênico é uma complicação grave da anemia falciforme, caracterizada por esplenomegalia aguda, dor abdominal intensa, anemia súbita e sinais de choque. A suspeita ocorre em pacientes com história conhecida de doença falciforme.
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