SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2015
Gestante, com suspeita clínica de pré-eclâmpsia, realizou avaliação dopplervelocimétrica obstétrica na 34ª semana gestacional com diagnóstico de “insuficiência placentária ”. Qual território vascular foi utilizado para esse diagnóstico?
Insuficiência placentária (pré-eclâmpsia) → avaliada primariamente por doppler da Artéria Umbilical.
A avaliação da artéria umbilical por dopplervelocimetria é o principal método para diagnosticar e monitorar a insuficiência placentária, especialmente em casos de pré-eclâmpsia e restrição de crescimento intrauterino. Alterações como aumento do índice de pulsatilidade, diástole zero ou reversa indicam comprometimento da perfusão placentária.
A dopplervelocimetria obstétrica é uma ferramenta diagnóstica e de monitoramento crucial em gestações de alto risco, especialmente naquelas complicadas por pré-eclâmpsia e suspeita de insuficiência placentária. Essa técnica permite avaliar o fluxo sanguíneo em diversos territórios vasculares maternos e fetais, fornecendo informações valiosas sobre a saúde e o bem-estar do feto. No contexto da insuficiência placentária, a avaliação da artéria umbilical é o principal território vascular utilizado para o diagnóstico e acompanhamento. As artérias umbilicais são vasos de baixa resistência em condições normais, e um aumento da resistência vascular placentária, característico da insuficiência, se manifesta por um aumento do Índice de Pulssatilidade (IP) ou Índice de Resistência (IR), e em casos mais graves, pela ausência ou inversão do fluxo diastólico final. Essas alterações indicam um comprometimento da troca de nutrientes e oxigênio entre mãe e feto. A identificação precoce da insuficiência placentária através da dopplervelocimetria da artéria umbilical permite ao obstetra planejar a conduta mais adequada, que pode incluir monitoramento mais intensivo, uso de corticosteroides para maturação pulmonar fetal e, em casos de comprometimento grave, a antecipação do parto para evitar desfechos adversos como sofrimento fetal e óbito.
A artéria umbilical reflete diretamente a resistência vascular da placenta. Alterações no fluxo, como aumento da pulsatilidade ou diástole zero/reversa, indicam aumento da resistência e comprometimento da função placentária, afetando a oxigenação fetal.
Os principais parâmetros são o Índice de Pulssatilidade (IP), Índice de Resistência (IR) e a relação sístole/diástole (S/D). A ausência ou inversão do fluxo diastólico é um sinal grave de insuficiência placentária e risco fetal.
É indicada em gestações de alto risco, como pré-eclâmpsia, restrição de crescimento intrauterino (RCIU), diabetes gestacional, gestação múltipla e outras condições que afetam a função placentária e o bem-estar fetal.
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