Insuficiência Placentária: Diagnóstico por Doppler da Artéria Umbilical

SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2015

Enunciado

Gestante, com suspeita clínica de pré-eclâmpsia, realizou avaliação dopplervelocimétrica obstétrica na 34ª semana gestacional com diagnóstico de “insuficiência placentária ”. Qual território vascular foi utilizado para esse diagnóstico?

Alternativas

  1. A) Ducto Venoso.
  2. B) Artéria Uterina.
  3. C) Artéria Umbilical.
  4. D) Artéria Cerebral Média.

Pérola Clínica

Insuficiência placentária (pré-eclâmpsia) → avaliada primariamente por doppler da Artéria Umbilical.

Resumo-Chave

A avaliação da artéria umbilical por dopplervelocimetria é o principal método para diagnosticar e monitorar a insuficiência placentária, especialmente em casos de pré-eclâmpsia e restrição de crescimento intrauterino. Alterações como aumento do índice de pulsatilidade, diástole zero ou reversa indicam comprometimento da perfusão placentária.

Contexto Educacional

A dopplervelocimetria obstétrica é uma ferramenta diagnóstica e de monitoramento crucial em gestações de alto risco, especialmente naquelas complicadas por pré-eclâmpsia e suspeita de insuficiência placentária. Essa técnica permite avaliar o fluxo sanguíneo em diversos territórios vasculares maternos e fetais, fornecendo informações valiosas sobre a saúde e o bem-estar do feto. No contexto da insuficiência placentária, a avaliação da artéria umbilical é o principal território vascular utilizado para o diagnóstico e acompanhamento. As artérias umbilicais são vasos de baixa resistência em condições normais, e um aumento da resistência vascular placentária, característico da insuficiência, se manifesta por um aumento do Índice de Pulssatilidade (IP) ou Índice de Resistência (IR), e em casos mais graves, pela ausência ou inversão do fluxo diastólico final. Essas alterações indicam um comprometimento da troca de nutrientes e oxigênio entre mãe e feto. A identificação precoce da insuficiência placentária através da dopplervelocimetria da artéria umbilical permite ao obstetra planejar a conduta mais adequada, que pode incluir monitoramento mais intensivo, uso de corticosteroides para maturação pulmonar fetal e, em casos de comprometimento grave, a antecipação do parto para evitar desfechos adversos como sofrimento fetal e óbito.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da artéria umbilical na avaliação da insuficiência placentária?

A artéria umbilical reflete diretamente a resistência vascular da placenta. Alterações no fluxo, como aumento da pulsatilidade ou diástole zero/reversa, indicam aumento da resistência e comprometimento da função placentária, afetando a oxigenação fetal.

Quais parâmetros são avaliados na dopplervelocimetria da artéria umbilical?

Os principais parâmetros são o Índice de Pulssatilidade (IP), Índice de Resistência (IR) e a relação sístole/diástole (S/D). A ausência ou inversão do fluxo diastólico é um sinal grave de insuficiência placentária e risco fetal.

Quando a dopplervelocimetria da artéria umbilical é indicada?

É indicada em gestações de alto risco, como pré-eclâmpsia, restrição de crescimento intrauterino (RCIU), diabetes gestacional, gestação múltipla e outras condições que afetam a função placentária e o bem-estar fetal.

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