Centralização Fetal: Diagnóstico por Dopplervelocimetria

UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2021

Enunciado

A centralização fetal, que ocorre em determinados casos de gestação de alto risco, pode ser identificada através do exame denominado

Alternativas

  1. A) cardiotocografia.
  2. B) ecocardiografia fetal.
  3. C) ecografia morfológica fetal.
  4. D) dopplervelocimetria fetal.
  5. E) ultrassonografia transvaginal.

Pérola Clínica

Centralização fetal → ↑ fluxo cerebral, ↓ fluxo umbilical = sinal de sofrimento fetal crônico.

Resumo-Chave

A dopplervelocimetria fetal é crucial para avaliar a hemodinâmica fetal em gestações de alto risco, identificando a centralização fetal como um mecanismo compensatório à hipóxia. Este achado indica redistribuição de fluxo sanguíneo para órgãos vitais (cérebro, coração, adrenais) em detrimento de outros (rins, pulmões, intestino), sendo um marcador de sofrimento fetal e RCIU.

Contexto Educacional

A centralização fetal é um achado importante na avaliação de gestações de alto risco, especialmente aquelas complicadas por restrição de crescimento intrauterino (RCIU) ou insuficiência placentária. Ela representa um mecanismo compensatório do feto em resposta à hipóxia crônica, onde há uma redistribuição do fluxo sanguíneo para priorizar órgãos vitais como o cérebro, coração e adrenais, em detrimento de outros leitos vasculares. A identificação precoce é crucial para o manejo adequado e a prevenção de desfechos adversos. O diagnóstico da centralização fetal é realizado através da dopplervelocimetria fetal, um exame ultrassonográfico que avalia os fluxos sanguíneos em diferentes vasos fetais e placentários. Os principais indicadores incluem a diminuição do Índice de Pulsatilidade (IP) da artéria cerebral média (ACM) e a alteração da relação cerebroplacentária (RCP), que é a razão entre o IP da ACM e o IP da artéria umbilical (AU). Uma RCP abaixo do percentil 5 ou de um valor de corte específico (geralmente < 1) é sugestiva de centralização. A presença de centralização fetal indica um feto em risco e exige monitoramento rigoroso da vitalidade fetal, que pode incluir cardiotocografia, perfil biofísico fetal e dopplervelocimetria seriada. A conduta dependerá da idade gestacional, da presença de outros sinais de sofrimento fetal e da etiologia subjacente, podendo variar desde vigilância intensiva até a interrupção da gestação para evitar complicações como acidose fetal e óbito intrauterino.

Perguntas Frequentes

Quais os principais parâmetros da dopplervelocimetria para identificar centralização fetal?

Os principais parâmetros são o Índice de Pulsatilidade (IP) da artéria cerebral média (ACM) e da artéria umbilical (AU). A centralização é caracterizada por uma redução do IP da ACM e/ou uma relação cerebroplacentária (RCP) alterada (IP ACM / IP AU < 1).

Por que a centralização fetal é um sinal de alerta?

A centralização fetal é um mecanismo de defesa do feto em resposta à hipóxia crônica, onde o fluxo sanguíneo é redistribuído para preservar órgãos vitais como o cérebro. Sua presença indica sofrimento fetal e aumenta o risco de morbimortalidade perinatal.

Qual a conduta após o diagnóstico de centralização fetal?

O diagnóstico de centralização fetal exige monitoramento intensivo da vitalidade fetal e, dependendo da idade gestacional e da gravidade, pode indicar a necessidade de antecipação do parto para evitar desfechos adversos.

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