Dopplervelocimetria Fetal: Sinais de Sofrimento e RCF

UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2015

Enunciado

No estudo da propedêutica obstétrica aplicada à gestação a dopplervelocimetria uterina, umbilical e fetal são ferramentas indispensáveis à interpretação clínica. Analise as figuras abaixo e responda:A. A figura 1 retrata um estudo dopplervelocimétrico da artéria umbilical com espectro de fluxo compatível com diástole reversa; nesses casos espera-se cerca de 70% de lesões vasculares na placenta.B. A figura 2 retrata um estudo dopplervelocimétrico do ducto venoso. O estudo do ducto venoso está recomentado em todos os casos em que há centralização fetal e alterações no seu padrão resulta de vasoconstricção periférica e aumento de pressão nas câmara cardiácas.C. As figuras 1 e 2 retratam fluxos dopplervelocimétricos esperados para o curso de uma gestação normal.Pode-se assinalar como INCORRETA(s) a(s) alternativa(s) 

Alternativas

  1. A) Apenas C;
  2. B) B e C;
  3. C) Apenas A;
  4. D) A e C;
  5. E) A e B.

Pérola Clínica

Diástole reversa na artéria umbilical e alterações no ducto venoso indicam sofrimento fetal grave e insuficiência placentária.

Resumo-Chave

A dopplervelocimetria é crucial na avaliação fetal, especialmente em gestações de risco. A diástole reversa na artéria umbilical é um sinal de insuficiência placentária grave, enquanto alterações no ducto venoso indicam descompensação cardíaca fetal e são marcadores de sofrimento avançado.

Contexto Educacional

A dopplervelocimetria é uma ferramenta diagnóstica indispensável na propedêutica obstétrica, permitindo a avaliação não invasiva da circulação fetal e uteroplacentária. Ela é fundamental para identificar gestações de risco, especialmente aquelas complicadas por restrição de crescimento fetal (RCF) ou insuficiência placentária. A análise dos fluxos em vasos como a artéria umbilical e o ducto venoso fornece informações cruciais sobre o bem-estar fetal. A artéria umbilical reflete a resistência vascular placentária. Um fluxo diastólico reverso na artéria umbilical é um achado patológico grave, indicando insuficiência placentária severa e alta probabilidade de lesões vasculares na placenta, associado a um risco elevado de morbimortalidade perinatal. Já o ducto venoso é um shunt vital na circulação fetal, e seu estudo é um marcador de sofrimento fetal avançado. Alterações em seu padrão de fluxo, como a onda A ausente ou reversa, são indicativos de descompensação cardíaca fetal e aumento da pressão nas câmaras direitas, ocorrendo em casos de centralização fetal e hipóxia prolongada. Para residentes, a correta interpretação desses padrões dopplervelocimétricos é vital para a tomada de decisões clínicas, como a intensificação do monitoramento fetal ou a programação da interrupção da gestação. Compreender que fluxos como a diástole reversa na artéria umbilical e as alterações no ducto venoso são sinais de patologia e não de normalidade é essencial para a prática obstétrica segura e eficaz.

Perguntas Frequentes

O que significa diástole reversa na artéria umbilical?

A diástole reversa na artéria umbilical indica um aumento extremo da resistência vascular placentária, resultando em fluxo sanguíneo reverso durante a diástole. É um sinal de insuficiência placentária grave e alto risco de morbimortalidade fetal.

Quando o estudo do ducto venoso é indicado na gestação?

O estudo do ducto venoso é indicado em casos de restrição de crescimento fetal grave, centralização fetal ou outras condições de alto risco, para avaliar a função cardíaca fetal e a descompensação hemodinâmica.

Quais são as implicações de alterações no fluxo do ducto venoso?

Alterações no fluxo do ducto venoso, como a onda A ausente ou reversa, são marcadores de sofrimento fetal avançado e indicam aumento da pressão nas câmaras cardíacas direitas, refletindo a falência da adaptação fetal à hipóxia.

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