Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2023
Paciente 39 anos, G3P2A0, nenhum filho vivo, gestação de 32 semanas, hipertensa crônica de difícil controle, em uso de metildopa 2 gramas por dia e amlodipina 5mg por dia. Ultrassonografia mostra restrição de crescimento intraútero, circunferência abdominal percentil <10. Sobre a dopplervelocimetria fetal para esse caso, é CORRETO afirmar que:
RCIU + Insuficiência uteroplacentária → Doppler artéria umbilical: ↑ resistência → diástole zero → diástole reversa (pior prognóstico).
Na restrição de crescimento intrauterino (RCIU) por insuficiência uteroplacentária, o Doppler da artéria umbilical reflete a progressão da doença. O aumento da resistência leva à diminuição do fluxo diastólico, seguido por fluxo diastólico zero e, no estágio mais grave, inversão do fluxo diastólico, indicando comprometimento fetal severo e maior risco de morbimortalidade.
A restrição de crescimento intrauterino (RCIU) é uma condição séria que afeta o desenvolvimento fetal e está frequentemente associada à insuficiência uteroplacentária, especialmente em gestações complicadas por hipertensão crônica. A dopplervelocimetria fetal é uma ferramenta diagnóstica e de monitoramento crucial para avaliar o bem-estar fetal e a gravidade da insuficiência placentária. O estudo do fluxo na artéria umbilical é um dos principais parâmetros avaliados. Em casos de insuficiência uteroplacentária progressiva, a resistência ao fluxo sanguíneo na artéria umbilical aumenta. Essa progressão se manifesta inicialmente como uma diminuição do fluxo diastólico, seguida pela ausência de fluxo diastólico (diástole zero) e, nos casos mais graves, pela inversão do fluxo diastólico. A inversão do fluxo diastólico na artéria umbilical é um achado de alto risco, indicando um comprometimento fetal severo e iminente risco de óbito. Nesses casos, a interrupção da gestação é frequentemente indicada, mesmo em idades gestacionais prematuras, para evitar desfechos adversos. O monitoramento contínuo e a compreensão da sequência dessas alterações são vitais para a tomada de decisão clínica.
Os estágios progridem de aumento da resistência (diminuição do fluxo diastólico), para ausência de fluxo diastólico (diástole zero), e finalmente para inversão do fluxo diastólico (diástole reversa), indicando piora do comprometimento fetal.
A inversão do fluxo diastólico na artéria umbilical é um sinal de insuficiência placentária grave e representa um alto risco de hipóxia fetal, acidose e morte perinatal, exigindo intervenção imediata.
A artéria cerebral média reflete a 'centralização' fetal, onde o feto redistribui o fluxo sanguíneo para órgãos vitais (cérebro, coração, adrenais). Isso se manifesta como diminuição da resistência e aumento do fluxo diastólico na artéria cerebral média.
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