IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2023
No estudo da vitalidade fetal através da dopplervelocimetria, considere os itens abaixo: A- fluxo diastólico ausente ou reverso na artéria umbilical ocorre quando pelo menos 70% da vasculatura placentária encontra-se lesionada. B- Alteração no espectro de fluxo no ducto venoso é considerado um marcador de acidose ao nascimento. C- A velocidade máxima do fluxo da artéria cerebral média não é preditiva de anemia fetal. É (são) incorreto (s) o (s) item(ns):
Fluxo diastólico ausente/reverso na artéria umbilical indica insuficiência placentária grave (>60% lesão).
A dopplervelocimetria fetal é crucial para avaliar a vitalidade fetal. O fluxo diastólico ausente ou reverso na artéria umbilical é um sinal de insuficiência placentária avançada, geralmente ocorrendo quando uma grande porção da vasculatura placentária está comprometida, indicando risco fetal.
A dopplervelocimetria fetal é uma ferramenta essencial na obstetrícia para a avaliação da vitalidade fetal, especialmente em gestações de alto risco, como na restrição de crescimento intrauterino (RCIU) e na isoimunização Rh. Ela permite analisar o fluxo sanguíneo em diversos vasos fetais e placentários, fornecendo informações cruciais sobre o bem-estar do feto. O fluxo diastólico ausente ou reverso na artéria umbilical é um marcador de insuficiência placentária grave, indicando que uma porção significativa (geralmente mais de 60%) da vasculatura placentária está lesionada, o que compromete a troca gasosa e de nutrientes. Este achado exige monitoramento fetal intensivo e, muitas vezes, antecipação do parto. Outros parâmetros importantes incluem o fluxo no ducto venoso, que, quando alterado, é um sinal de descompensação fetal avançada e acidose. A velocidade máxima do fluxo na artéria cerebral média (VMF-ACM) é um preditor confiável de anemia fetal, sendo utilizada para guiar a necessidade de cordocentese e transfusão intrauterina em casos de isoimunização Rh. A interpretação conjunta desses parâmetros é fundamental para o manejo adequado da gestação.
O fluxo na artéria umbilical reflete a resistência vascular placentária. Um fluxo diastólico ausente ou reverso indica aumento da resistência e insuficiência placentária, comprometendo a oxigenação e nutrição fetal, sendo um sinal de alerta para o bem-estar fetal.
Alterações no fluxo do ducto venoso são sinais tardios de hipoxemia e acidose fetal grave, indicando descompensação e alto risco de morbimortalidade perinatal. Sua presença exige avaliação e conduta imediatas.
A velocidade máxima do fluxo na artéria cerebral média (VMF-ACM) aumenta em fetos anêmicos devido à vasodilatação cerebral compensatória. É o principal método não invasivo para diagnosticar anemia fetal, especialmente em casos de isoimunização Rh.
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