UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2020
No estudo da vitalidade fetal através da dopplervelocimetria, considere os itens abaixo: a) O fluxo diastólico ausente ou reverso na artéria umbilical ocorre quando pelo menos 70% da vasculatura placentária encontra-se lesionada. b) Alteração no espectro de fluxo no ducto venoso é considerado um marcador de acidose ao nascimento. c) A velocidade máxima do fluxo da artéria cerebral média não é preditiva de anemia fetal. É(são) incorreto(s) o(s) item(ns):
Doppler fetal: fluxo diastólico ausente/reverso na artéria umbilical indica >70% lesão placentária; alteração no ducto venoso marca acidose; ACM prediz anemia.
A dopplervelocimetria é essencial na avaliação da vitalidade fetal. Alterações no fluxo da artéria umbilical e ducto venoso são marcadores de hipóxia e acidose, enquanto a velocidade de pico sistólico na artéria cerebral média é um importante preditor de anemia fetal.
A dopplervelocimetria fetal é uma ferramenta ultrassonográfica não invasiva crucial para a avaliação da vitalidade e bem-estar fetal, especialmente em gestações de alto risco, como na restrição de crescimento intrauterino (RCIU) e na doença hemolítica perinatal. Ela permite analisar o fluxo sanguíneo em diversos vasos fetais e maternos, fornecendo informações sobre a função placentária e a adaptação fetal à hipóxia. A fisiopatologia das alterações no Doppler reflete a redistribuição do fluxo sanguíneo fetal em resposta à hipóxia. O diagnóstico de comprometimento fetal é feito pela análise sequencial de vasos como a artéria umbilical (resistência placentária), artéria cerebral média (efeito poupador de cérebro e anemia) e ducto venoso (disfunção cardíaca e acidose). A suspeita deve surgir em fetos com RCIU, oligodrâmnio, pré-eclâmpsia ou outras condições que afetam a função placentária. O tratamento e manejo dependem do grau de comprometimento e da idade gestacional, podendo variar de monitoramento intensivo a intervenção obstétrica. O prognóstico está diretamente relacionado à precocidade do diagnóstico e à intervenção. Pontos de atenção incluem a correta interpretação dos índices de pulsatilidade e resistência, bem como a compreensão de que as alterações no ducto venoso são marcadores tardios e graves de acidose e descompensação fetal.
Indica aumento da resistência placentária e comprometimento fetal, geralmente associado a mais de 70% de lesão da vasculatura placentária, sendo um sinal grave de sofrimento fetal e risco de acidose.
Alterações no espectro de fluxo do ducto venoso, como fluxo reverso na sístole atrial, são marcadores precoces de disfunção cardíaca e acidose fetal, indicando um estágio avançado de comprometimento e descompensação.
Em casos de anemia fetal, há um aumento do fluxo sanguíneo cerebral para compensar a hipóxia (efeito poupador de cérebro), resultando em um aumento da velocidade máxima do fluxo sistólico na artéria cerebral média, sendo um indicador confiável.
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