HCE - Hospital Central do Exército (RJ) — Prova 2015
A avaliação fetal mais adequada para uma tercigesta com 33 semanas, Rh negativo e Teste de Coombs igual a 1:64 é:
Isoimunização Rh com Coombs ↑ → Dopplervelocimetria ACM para avaliar anemia fetal.
A dopplervelocimetria da artéria cerebral média (ACM) é o método não invasivo de escolha para monitorar a anemia fetal em casos de isoimunização Rh, especialmente quando o Coombs indireto está elevado. Um pico de velocidade sistólica (PVS) da ACM > 1.5 MoM indica anemia fetal significativa, podendo guiar a necessidade de cordocentese e transfusão intrauterina.
A doença hemolítica perinatal (DHPN) por isoimunização Rh é uma condição grave que pode levar à anemia fetal, hidropsia e óbito. A detecção precoce e o manejo adequado são fundamentais. A isoimunização ocorre quando uma gestante Rh negativo é exposta a eritrócitos Rh positivo, desenvolvendo anticorpos que podem atravessar a placenta e destruir as hemácias do feto. A avaliação fetal em casos de isoimunização Rh evoluiu significativamente. Atualmente, a dopplervelocimetria da artéria cerebral média (ACM) é o método não invasivo de escolha para monitorar a anemia fetal. O aumento do pico de velocidade sistólica (PVS) na ACM reflete a diminuição da viscosidade sanguínea e o aumento do débito cardíaco fetal em resposta à anemia. Um PVS da ACM acima de 1.5 MoM (múltiplos da mediana) é altamente preditivo de anemia fetal moderada a grave, indicando a necessidade de procedimentos invasivos como a cordocentese para confirmação e possível transfusão intrauterina. Outros métodos, como a espectrofotometria do líquido amniótico (avaliação da densidade óptica em 450 nm), são invasivos e têm sido amplamente substituídos pela dopplervelocimetria da ACM devido à sua segurança e precisão. O manejo da DHPN inclui a prevenção com imunoglobulina anti-Rh e, em casos de anemia fetal grave, a transfusão intrauterina para melhorar o prognóstico fetal.
A dopplervelocimetria da artéria cerebral média (ACM) é crucial para detectar anemia fetal, um dos principais desfechos da isoimunização Rh, através da medida do pico de velocidade sistólica (PVS).
A cordocentese é indicada quando a dopplervelocimetria da ACM sugere anemia fetal grave (PVS > 1.5 MoM) para confirmar o diagnóstico e, se necessário, realizar transfusão intrauterina.
O Teste de Coombs indireto monitora a presença de anticorpos maternos anti-Rh. Um título elevado indica maior risco de doença hemolítica fetal e a necessidade de vigilância fetal mais intensiva.
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