Doppler Umbilical Anormal: Falência Placentária Grave

HMTJ - Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (MG) — Prova 2020

Enunciado

Gestante de 34 semanas, portadora de síndrome anti fosfolípides, evolui com restrição do crescimento fetal. Realiza Dopplerfluxometria umbilical, cujo sonograma é representado abaixo: É correto afirmar que o exame sugere:

Alternativas

  1. A) Falência placentária muito grave.
  2. B) Presença de movimentos respiratórios do feto, doppler com padrão fisiológico.
  3. C) Prosseguimento da gestação até 37 semanas.
  4. D) Centralização hemodinâmica do feto.

Pérola Clínica

RCF + SAF + Doppler umbilical alterado (diástole zero/reversa) → falência placentária grave.

Resumo-Chave

Em uma gestante com restrição de crescimento fetal e síndrome antifosfolípide, um Dopplerfluxometria umbilical com diástole zero ou reversa indica falência placentária muito grave. Este achado reflete alta resistência vascular na placenta, comprometendo a oxigenação e nutrição fetal.

Contexto Educacional

A Dopplerfluxometria umbilical é uma ferramenta essencial na avaliação da vitalidade fetal, especialmente em gestações de alto risco como aquelas complicadas por restrição de crescimento fetal (RCF) e síndrome antifosfolípide (SAF). A análise do fluxo na artéria umbilical reflete a resistência vascular placentária e a capacidade de troca materno-fetal. Em casos de RCF, a resistência placentária aumenta progressivamente. Inicialmente, observa-se um aumento do índice de pulsatilidade (IP) e resistência (IR). Com a progressão da insuficiência placentária, o fluxo diastólico final pode diminuir, tornar-se ausente (diástole zero) ou até mesmo reverso. A diástole zero ou reversa é um sinal de falência placentária muito grave, indicando que o feto está em sofrimento agudo e crônico. A presença de diástole zero ou reversa na artéria umbilical em uma gestante com SAF e RCF exige uma avaliação imediata da vitalidade fetal e, na maioria dos casos, a interrupção da gestação, considerando a idade gestacional e a maturidade pulmonar. O manejo deve ser individualizado, mas a falência placentária grave representa um risco iminente de óbito fetal.

Perguntas Frequentes

O que significa diástole zero ou reversa na artéria umbilical?

Diástole zero ou reversa na artéria umbilical indica um aumento extremo da resistência vascular na placenta, com fluxo sanguíneo diastólico ausente ou invertido, refletindo grave comprometimento da função placentária e sofrimento fetal.

Qual a conduta diante de uma Dopplerfluxometria umbilical com diástole reversa em RCF?

A diástole reversa na artéria umbilical em casos de RCF é um sinal de iminente descompensação fetal e geralmente indica a necessidade de interrupção da gestação, dependendo da idade gestacional e maturidade fetal.

Como a Síndrome Antifosfolípide afeta a placenta e o feto?

A SAF causa trombose na microvasculatura placentária, levando à insuficiência placentária, restrição de crescimento fetal, pré-eclâmpsia e abortos de repetição, devido à má perfusão e troca materno-fetal comprometida.

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