SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2022
A dopplerfluxometria permite avaliar de forma mais apurada os territórios arterial e venoso e intervir mais oportunamente nas gestações de alto risco, em especial aquelas com crescimento intrauterino restrito. Em condições fisiológicas, com feto saudável, as resistências nas artérias umbilical e cerebral média, respectivamente, estão:
Feto saudável: Artéria umbilical ↓ resistência, Artéria cerebral média ↑ resistência.
Em um feto saudável e em condições fisiológicas, a artéria umbilical apresenta baixa resistência vascular para garantir o fluxo sanguíneo adequado da placenta para o feto. Por outro lado, a artéria cerebral média possui alta resistência, refletindo a proteção do fluxo cerebral em situações de comprometimento.
A dopplerfluxometria obstétrica é uma ferramenta diagnóstica crucial na avaliação da circulação fetal e uteroplacentária, especialmente em gestações de alto risco, como aquelas complicadas por Crescimento Intrauterino Restrito (CIUR) ou pré-eclâmpsia. Ela permite avaliar a resistência vascular em diferentes vasos, fornecendo informações valiosas sobre o bem-estar fetal e a função placentária. Em condições fisiológicas, um feto saudável apresenta um padrão específico de fluxo sanguíneo. A artéria umbilical, que transporta sangue do feto para a placenta, deve ter baixa resistência vascular, refletindo uma boa perfusão placentária e uma troca eficiente de nutrientes e oxigênio. Isso se traduz em um Índice de Pulsatilidade (IP) ou Índice de Resistência (IR) baixo. Por outro lado, a artéria cerebral média, que irriga o cérebro fetal, normalmente apresenta alta resistência em um feto saudável. Isso significa que o fluxo sanguíneo para o cérebro não está sendo priorizado de forma compensatória. Em situações de hipóxia ou comprometimento fetal, ocorre uma redistribuição do fluxo sanguíneo, com diminuição da resistência na artéria cerebral média (fenômeno de 'brain sparing' ou centralização), um sinal de alerta para sofrimento fetal.
A baixa resistência na artéria umbilical indica um fluxo sanguíneo adequado da placenta para o feto, essencial para a troca de nutrientes e oxigênio. É um sinal de boa função placentária e bem-estar fetal.
A alta resistência na artéria cerebral média em um feto saudável reflete uma priorização do fluxo sanguíneo para outros órgãos. Em situações de hipóxia, essa resistência diminui, caracterizando o fenômeno de 'brain sparing' para proteger o cérebro.
Na CIUR, a dopplerfluxometria pode mostrar aumento da resistência na artéria umbilical e diminuição da resistência na artéria cerebral média (centralização), indicando redistribuição do fluxo sanguíneo para órgãos vitais e comprometimento fetal.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo