UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2015
A alteração mais significativa com relação ao prognóstico fetal usando a Dopplerfluxovelocimetria para avaliação da vitalidade fetal é:
Ausência de fluxo diastólico na artéria umbilical = sinal grave de sofrimento fetal e insuficiência placentária.
A ausência de fluxo diastólico na artéria umbilical, ou pior, o fluxo diastólico reverso, é o achado mais ominoso na Dopplerfluxometria fetal, indicando grave insuficiência placentária e alto risco de morbimortalidade perinatal.
A Dopplerfluxometria fetal é uma ferramenta essencial na avaliação da vitalidade fetal, especialmente em gestações de alto risco, como aquelas complicadas por restrição de crescimento intrauterino (RCIU), pré-eclâmpsia ou diabetes. Ela permite avaliar a hemodinâmica fetal e placentária, fornecendo informações cruciais sobre a oxigenação e nutrição do feto. O estudo da artéria umbilical é um dos parâmetros mais importantes, refletindo diretamente a resistência vascular placentária. Em condições normais, a artéria umbilical apresenta um fluxo diastólico progressivamente crescente com o avanço da gestação, indicando baixa resistência placentária. A diminuição, ausência ou, pior ainda, a inversão do fluxo diastólico na artéria umbilical são sinais de progressivo comprometimento da função placentária. A ausência de fluxo diastólico é um achado grave, associado a um aumento significativo da morbimortalidade perinatal, indicando que a placenta não consegue mais suprir adequadamente as demandas do feto. Para residentes, é fundamental reconhecer a sequência de alterações na Dopplerfluxometria (aumento do índice de pulsatilidade, diminuição do fluxo diastólico, ausência de fluxo diastólico, fluxo diastólico reverso) e sua correlação com o prognóstico fetal. A detecção de ausência ou inversão de fluxo diastólico na artéria umbilical geralmente exige uma conduta ativa, como a interrupção da gestação, após avaliação da maturidade fetal e dos riscos e benefícios.
A ausência de fluxo diastólico na artéria umbilical indica um aumento significativo da resistência vascular placentária, resultando em comprometimento grave da troca materno-fetal e insuficiência placentária, com alto risco de hipóxia e acidose fetal.
A artéria umbilical é um vaso de baixa resistência em condições normais, com fluxo diastólico contínuo. Um aumento na resistência placentária (ex: insuficiência) leva à diminuição ou ausência do fluxo diastólico, refletindo o comprometimento da perfusão fetal.
A detecção requer monitorização fetal intensiva e, frequentemente, a interrupção da gestação, dependendo da idade gestacional e da maturidade fetal, devido ao risco iminente de óbito fetal ou morbidade neonatal grave.
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