SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2021
O estudo dopplerfluxométrico do sonograma do ducto venoso
Ducto venoso = principal marcador dopplerfluxométrico do território venoso fetal e bem-estar.
O ducto venoso é crucial na avaliação fetal, especialmente em casos de restrição de crescimento intrauterino (RCIU) e hipóxia. Alterações em seu padrão de fluxo, como a inversão da onda A, indicam comprometimento hemodinâmico fetal e são preditores de resultados adversos.
A dopplerfluxometria do ducto venoso é uma ferramenta ultrassonográfica fundamental na avaliação da hemodinâmica e do bem-estar fetal, especialmente em gestações de alto risco. Este vaso, que conecta a veia umbilical à veia cava inferior, atua como um shunt vascular crucial, direcionando sangue oxigenado para o coração fetal e o cérebro. Sua análise é vital para monitorar fetos com restrição de crescimento intrauterino (RCIU), pré-eclâmpsia e outras condições que podem levar à hipóxia. Fisiologicamente, o ducto venoso apresenta um padrão de fluxo trifásico com ondas S (sístole ventricular), D (diástole ventricular) e A (contração atrial), todas com fluxo anterógrado. A onda A, que representa o fluxo durante a contração atrial, é particularmente sensível a alterações na pressão atrial direita e na complacência ventricular. Um aumento da resistência ao fluxo ou a inversão da onda A são sinais precoces de comprometimento hemodinâmico e acidose fetal, indicando a necessidade de intervenção. A interpretação correta do doppler do ducto venoso permite a estratificação de risco e a tomada de decisões clínicas sobre o momento do parto em fetos comprometidos. É um dos marcadores mais confiáveis do território venoso fetal e da função cardíaca, sendo um preditor importante de resultados perinatais adversos. O domínio desta técnica é essencial para residentes em obstetrícia e medicina fetal.
Os principais parâmetros são as ondas S (sístole ventricular), D (diástole ventricular) e A (contração atrial). A relação S/D e a presença de fluxo reverso na onda A são cruciais para a avaliação do bem-estar fetal.
É indicada em gestações de alto risco, como em casos de restrição de crescimento intrauterino (RCIU), pré-eclâmpsia, gestação múltipla, malformações cardíacas fetais e suspeita de hipóxia ou acidose fetal.
A inversão da onda A indica um aumento da pressão atrial direita, geralmente devido a insuficiência cardíaca fetal ou aumento da resistência vascular pulmonar, sendo um sinal de comprometimento fetal grave e acidose iminente.
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