Onda s' no Doppler Tecidual: Avaliação da Função Cardíaca

CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2021

Enunciado

A velocidade sistólica do Doppler tecidual do miocárdio ventricular (onda s), quando medida na região do anel valvar mitral, está de acordo com o item:

Alternativas

  1. A) Reflete o encurtamento sistólico miocárdico longitudinal e pode se mostrar reduzida precocemente em pacientes com disfunção diastólica e fração de ejeção normal.
  2. B) Não reflete o encurtamento sistólico miocárdico longitudinal e pode se mostrar reduzida precocemente em pacientes com disfunção diastólica e fração de ejeção normal.
  3. C) Reflete o encurtamento sistólico miocárdico longitudinal e não pode se mostrar reduzida precocemente em pacientes com disfunção diastólica e fração de ejeção normal.
  4. D) Reflete o encurtamento sistólico miocárdico longitudinal e pode se mostrar reduzida precocemente em pacientes com disfunção diastólica e não na fração de ejeção normal.

Pérola Clínica

Onda s' (Doppler tecidual anel mitral) → função sistólica longitudinal; ↓ precocemente em disfunção diastólica com FE normal.

Resumo-Chave

A onda s' do Doppler tecidual, medida no anel mitral, é um marcador da função sistólica longitudinal do ventrículo esquerdo. Sua redução pode indicar disfunção miocárdica subclínica, mesmo em pacientes com fração de ejeção ventricular esquerda (FEVE) aparentemente normal, sendo um indicador precoce de disfunção diastólica.

Contexto Educacional

O Doppler tecidual miocárdico é uma modalidade ecocardiográfica avançada que permite a avaliação direta da velocidade de movimento do miocárdio. A onda s' (s-linha), especificamente, é a velocidade sistólica do anel mitral, medida nas porções lateral e septal. Ela reflete o encurtamento longitudinal das fibras miocárdicas durante a sístole ventricular, um componente crucial da função sistólica do ventrículo esquerdo. A importância clínica da onda s' reside na sua capacidade de detectar disfunção miocárdica precoce. Enquanto a fração de ejeção (FEVE) é um indicador global da função sistólica, a onda s' pode estar reduzida mesmo em pacientes com FEVE normal, especialmente naqueles com disfunção diastólica. Isso ocorre porque a disfunção longitudinal é frequentemente o primeiro componente da função ventricular a ser comprometido em diversas condições cardíacas, como hipertensão arterial, diabetes e cardiomiopatias. Portanto, a onda s' é um marcador sensível e precoce de disfunção ventricular, tanto sistólica quanto diastólica, e sua avaliação é fundamental na estratificação de risco e no acompanhamento de pacientes com diversas patologias cardíacas. Uma onda s' reduzida, mesmo com FEVE preservada, deve alertar para a presença de disfunção miocárdica subclínica e a necessidade de investigação e manejo adequados.

Perguntas Frequentes

O que a onda s' do Doppler tecidual representa na avaliação cardíaca?

A onda s' representa a velocidade sistólica do anel mitral em direção ao ápice cardíaco, refletindo primariamente a função sistólica longitudinal do ventrículo esquerdo.

Por que a onda s' pode estar reduzida em pacientes com fração de ejeção normal?

A onda s' pode estar reduzida precocemente em pacientes com disfunção diastólica e fração de ejeção preservada porque a disfunção longitudinal é um dos primeiros componentes da disfunção ventricular a ser afetado, antes da redução da fração de ejeção global.

Qual a importância clínica da onda s' na prática cardiológica?

A onda s' é um marcador sensível de disfunção miocárdica subclínica, útil para identificar pacientes em risco de desenvolver insuficiência cardíaca e para o prognóstico em diversas cardiomiopatias.

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