HCB - Hospital de Amor de Barretos - Unidade Porto Velho (RO) — Prova 2021
No exame de Doppler Obstétrico, a investigação de “território materno” é feita com avaliação do fluxo de
Doppler obstétrico: território materno → avaliação do fluxo da artéria uterina.
A avaliação do fluxo da artéria uterina no Doppler obstétrico é crucial para investigar o território materno, pois reflete a adaptação da circulação uteroplacentária e é um marcador precoce de risco para pré-eclâmpsia e restrição de crescimento intrauterino.
O Doppler obstétrico é uma ferramenta essencial na avaliação da saúde fetal e materna durante a gestação, permitindo a análise do fluxo sanguíneo em diversos vasos. A investigação do "território materno" foca primariamente na avaliação das artérias uterinas, que são ramos da artéria ilíaca interna e suprem o útero. A análise do fluxo nessas artérias reflete a adequação da invasão trofoblástica e a formação da circulação uteroplacentária. A importância da avaliação da artéria uterina reside na sua capacidade de predizer condições como pré-eclâmpsia e restrição de crescimento intrauterino (RCIU). Uma má adaptação da circulação uteroplacentária, caracterizada por alta resistência e, por vezes, a persistência de uma incisura protodiastólica após o segundo trimestre, indica um risco aumentado para essas complicações. O rastreamento com Doppler de artérias uterinas é recomendado em gestações de risco. Para residentes, compreender a fisiologia da circulação uteroplacentária e a interpretação dos índices de Doppler das artérias uterinas é crucial. A identificação precoce de padrões anormais permite a implementação de medidas preventivas, como o uso de aspirina em doses baixas, e um acompanhamento mais rigoroso da gestação, visando melhorar os desfechos maternos e perinatais.
A avaliação da artéria uterina é fundamental para investigar o território materno, refletindo a adaptação da circulação uteroplacentária e sendo um marcador precoce de risco para pré-eclâmpsia e restrição de crescimento intrauterino.
Achados como aumento do índice de pulsatilidade (IP), aumento do índice de resistência (IR) e a presença de incisura protodiastólica após 24 semanas de gestação são indicativos de má adaptação placentária e risco.
A persistência de alta resistência e incisura protodiastólica nas artérias uterinas no segundo trimestre está fortemente associada a um risco aumentado de desenvolvimento de pré-eclâmpsia, especialmente a forma precoce e grave.
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