Doppler na Obstetrícia: Avaliação da Insuficiência Placentária

UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2015

Enunciado

Com relação ao doppler na obstetrícia, sabe-se que:

Alternativas

  1. A) As artérias uterinas apresentando fluxo com alta resistência representam uma insuficiência placentária.
  2. B) A artéria umbilical comprometida (relação S/D > 3,2) representa uma insuficiência placentária. 
  3. C) A relação umbilical/cerebral nos casos de exames normais os valores devem situar-se acima de 1,0.
  4. D) A velocidade do pico sistólico da artéria cerebral media é um importante marcador de restrição de crescimento.

Pérola Clínica

Artéria umbilical com S/D > 3,0 (após 30 sem) ou > 2,6 (após 34 sem) indica aumento da resistência placentária e insuficiência.

Resumo-Chave

O Doppler da artéria umbilical é crucial na avaliação da função placentária. Uma relação S/D (sístole/diástole) elevada (>3,0 após 30 semanas ou >2,6 após 34 semanas) indica aumento da resistência vascular placentária, refletindo insuficiência placentária e risco de hipóxia fetal. A velocidade do pico sistólico da artéria cerebral média (VPS-ACM) é usada para rastrear anemia fetal, não restrição de crescimento.

Contexto Educacional

O Doppler na obstetrícia é uma ferramenta essencial para a avaliação da saúde fetal e da função placentária, permitindo identificar precocemente condições de risco como a insuficiência placentária e a hipóxia fetal. A análise dos fluxos em diferentes vasos, como a artéria umbilical, as artérias uterinas e a artéria cerebral média, fornece informações valiosas para o manejo da gestação de alto risco. A artéria umbilical reflete diretamente a resistência vascular placentária. Uma relação sístole/diástole (S/D) ou índice de pulsatilidade (IP) elevado na artéria umbilical, com diástole ausente ou reversa, é um sinal de aumento da resistência placentária e está associado a maior risco de restrição de crescimento intrauterino (RCIU), oligodrâmnio e resultados perinatais adversos. O valor de corte de S/D > 3,2 após 30 semanas é um indicativo de comprometimento. Outros parâmetros importantes incluem a relação cerebroplacental (RCP), que avalia a centralização fetal (vasodilatação cerebral em resposta à hipóxia), e a velocidade do pico sistólico da artéria cerebral média (VPS-ACM), que é o principal marcador para o rastreamento e diagnóstico de anemia fetal. É crucial que o residente saiba interpretar esses achados para tomar decisões clínicas adequadas, como a intensificação da vigilância fetal ou a programação do parto.

Perguntas Frequentes

O que significa uma relação S/D elevada na artéria umbilical no Doppler?

Uma relação S/D elevada na artéria umbilical (geralmente >3,0 após 30 semanas ou >2,6 após 34 semanas) indica aumento da resistência vascular na placenta. Isso sugere insuficiência placentária, o que pode levar à restrição de crescimento intrauterino e hipóxia fetal.

Qual a importância da relação cerebroplacental (RCP) no Doppler obstétrico?

A relação cerebroplacental (RCP), ou índice de pulsatilidade da artéria cerebral média dividido pelo índice de pulsatilidade da artéria umbilical, é um indicador de centralização fetal. Valores abaixo de 1,0 sugerem que o feto está redistribuindo o fluxo sanguíneo para órgãos vitais (cérebro), um sinal de hipóxia e sofrimento fetal.

Para que serve a velocidade do pico sistólico da artéria cerebral média (VPS-ACM) no Doppler?

A velocidade do pico sistólico da artéria cerebral média (VPS-ACM) é o principal marcador ultrassonográfico para o diagnóstico e monitoramento da anemia fetal, como na doença hemolítica perinatal. Um aumento na VPS-ACM indica maior fluxo sanguíneo cerebral devido à menor viscosidade do sangue anêmico.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo