UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2015
Com relação ao doppler na obstetrícia, sabe-se que:
Artéria umbilical com S/D > 3,0 (após 30 sem) ou > 2,6 (após 34 sem) indica aumento da resistência placentária e insuficiência.
O Doppler da artéria umbilical é crucial na avaliação da função placentária. Uma relação S/D (sístole/diástole) elevada (>3,0 após 30 semanas ou >2,6 após 34 semanas) indica aumento da resistência vascular placentária, refletindo insuficiência placentária e risco de hipóxia fetal. A velocidade do pico sistólico da artéria cerebral média (VPS-ACM) é usada para rastrear anemia fetal, não restrição de crescimento.
O Doppler na obstetrícia é uma ferramenta essencial para a avaliação da saúde fetal e da função placentária, permitindo identificar precocemente condições de risco como a insuficiência placentária e a hipóxia fetal. A análise dos fluxos em diferentes vasos, como a artéria umbilical, as artérias uterinas e a artéria cerebral média, fornece informações valiosas para o manejo da gestação de alto risco. A artéria umbilical reflete diretamente a resistência vascular placentária. Uma relação sístole/diástole (S/D) ou índice de pulsatilidade (IP) elevado na artéria umbilical, com diástole ausente ou reversa, é um sinal de aumento da resistência placentária e está associado a maior risco de restrição de crescimento intrauterino (RCIU), oligodrâmnio e resultados perinatais adversos. O valor de corte de S/D > 3,2 após 30 semanas é um indicativo de comprometimento. Outros parâmetros importantes incluem a relação cerebroplacental (RCP), que avalia a centralização fetal (vasodilatação cerebral em resposta à hipóxia), e a velocidade do pico sistólico da artéria cerebral média (VPS-ACM), que é o principal marcador para o rastreamento e diagnóstico de anemia fetal. É crucial que o residente saiba interpretar esses achados para tomar decisões clínicas adequadas, como a intensificação da vigilância fetal ou a programação do parto.
Uma relação S/D elevada na artéria umbilical (geralmente >3,0 após 30 semanas ou >2,6 após 34 semanas) indica aumento da resistência vascular na placenta. Isso sugere insuficiência placentária, o que pode levar à restrição de crescimento intrauterino e hipóxia fetal.
A relação cerebroplacental (RCP), ou índice de pulsatilidade da artéria cerebral média dividido pelo índice de pulsatilidade da artéria umbilical, é um indicador de centralização fetal. Valores abaixo de 1,0 sugerem que o feto está redistribuindo o fluxo sanguíneo para órgãos vitais (cérebro), um sinal de hipóxia e sofrimento fetal.
A velocidade do pico sistólico da artéria cerebral média (VPS-ACM) é o principal marcador ultrassonográfico para o diagnóstico e monitoramento da anemia fetal, como na doença hemolítica perinatal. Um aumento na VPS-ACM indica maior fluxo sanguíneo cerebral devido à menor viscosidade do sangue anêmico.
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