UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2015
Em obstetrícia, cada vez mais se utiliza o Doppler na artéria umbilical para avaliar a vitalidade fetal. Em relação ao ângulo entre o feixe sonoro e a direção do fluxo, é CORRETO afirmar:
Doppler artéria umbilical: ângulo ideal entre feixe sonoro e fluxo = 0° para medição precisa.
Para uma medição precisa do fluxo sanguíneo na artéria umbilical via Doppler, o ângulo de insonação entre o feixe sonoro e a direção do fluxo deve ser o mais próximo possível de 0°. Isso minimiza erros e garante a correta avaliação dos índices de resistência.
O Doppler da artéria umbilical é uma ferramenta fundamental na avaliação da vitalidade fetal, especialmente em gestações de alto risco, como restrição de crescimento intrauterino e pré-eclâmpsia. Ele reflete a resistência vascular placentária e auxilia na tomada de decisões clínicas. A acurácia das medições Doppler depende de vários fatores técnicos, sendo o ângulo de insonação um dos mais críticos. Para obter dados confiáveis, o feixe sonoro deve ser o mais paralelo possível ao fluxo sanguíneo, idealmente com um ângulo de 0°, embora ângulos menores que 30° sejam geralmente aceitáveis. A interpretação dos índices de pulsatilidade e resistência, bem como a presença de fluxo diastólico final ausente ou reverso, são indicadores importantes de comprometimento fetal. A correta aquisição da imagem e a minimização do ângulo de insonação são essenciais para evitar erros de diagnóstico e garantir o manejo adequado da gestação.
O ângulo de insonação é crucial para a precisão da medição da velocidade do fluxo sanguíneo. Um ângulo próximo de 0° minimiza erros e permite uma avaliação fidedigna dos índices de resistência.
Significa que o feixe sonoro deve ser o mais paralelo possível à direção do fluxo sanguíneo dentro do vaso, garantindo que a velocidade medida seja a real e não uma componente.
Um ângulo inadequado pode levar a subestimação ou superestimação da velocidade do fluxo, resultando em índices de resistência incorretos e, consequentemente, em uma avaliação errônea da vitalidade fetal e da função placentária.
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