Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2024
Diversos índices do Doppler são utilizados na prática clínica para identificar fetos com maior risco de morbidade e morte perinatal que possam se beneficiar com monitorização ou interrupção eletiva da gestação. Assinale a alternativa que apresenta o achado de Doppler associado ao pior prognóstico fetal e à imediata interrupção da gestação, após 26 semanas de idade gestacional.
Onda A reversa no ducto venoso → pior prognóstico fetal e indicação de interrupção da gestação > 26 semanas.
A onda A reversa no ducto venoso é o achado mais grave no Doppler fetal, indicando descompensação cardíaca e acidose fetal iminente, sendo um marcador de pior prognóstico e indicando a interrupção da gestação após 26 semanas.
O Doppler fetal é uma ferramenta essencial na avaliação do bem-estar fetal, especialmente em gestações de alto risco, como aquelas complicadas por restrição de crescimento intrauterino (RCIU) e insuficiência placentária. Ele permite monitorar a hemodinâmica fetal e identificar sinais precoces de hipóxia e acidose, guiando a conduta obstétrica e o momento ideal para a interrupção da gestação. A fisiopatologia da insuficiência placentária leva a uma redistribuição do fluxo sanguíneo fetal, priorizando órgãos vitais (efeito "brain sparing"). As alterações no Doppler seguem uma progressão: inicialmente, aumento da resistência na artéria umbilical, seguido por diástole zero e, em casos graves, diástole reversa. As alterações no ducto venoso, como a onda A reversa, são marcadores de descompensação fetal avançada e acidose iminente. A presença de onda A reversa no ducto venoso é o achado mais ominoso no Doppler fetal, indicando um risco muito elevado de morte perinatal. Nesses casos, a interrupção da gestação é geralmente indicada após 26 semanas, após a administração de corticoesteroides para maturação pulmonar, visando otimizar o prognóstico neonatal e evitar o óbito intrauterino.
A onda A reversa no ducto venoso indica um aumento significativo da pressão atrial direita fetal durante a sístole atrial, refletindo uma sobrecarga cardíaca e uma descompensação hemodinâmica grave, geralmente associada à hipóxia e acidose.
A sequência típica de alterações do Doppler em insuficiência placentária progressiva é: aumento do IP na artéria umbilical, diástole zero na artéria umbilical, diástole reversa na artéria umbilical, e por fim, alterações no ducto venoso (onda A diminuída, ausente ou reversa) e na artéria cerebral média.
A onda A reversa no ducto venoso é um sinal de descompensação fetal avançada, com alto risco de morte perinatal em curto prazo. Após 26 semanas, os benefícios da interrupção superam os riscos da prematuridade, visando evitar óbito intrauterino.
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