CEREM - Comissão Estadual de Residência Médica do Mato Grosso do Sul — Prova 2015
Gestante de 36 semanas, com HAS e DHEG superajuntada, fez Ultrassonografia com Doppler de Ducto Venoso, cujo resultado foi ausência da onda atrial e insuficiência cardíaca presente. Nesse caso, podemos concluir que o feto está
Ausência onda atrial ducto venoso + IC fetal → Sofrimento fetal grave.
A ausência da onda "a" no Doppler do ducto venoso, especialmente associada a sinais de insuficiência cardíaca fetal, indica uma alteração hemodinâmica grave e sofrimento fetal avançado, exigindo intervenção imediata para a sobrevida fetal.
O Doppler do ducto venoso é uma ferramenta crucial na avaliação do bem-estar fetal, especialmente em gestações de alto risco como as complicadas por Doença Hipertensiva Específica da Gestação (DHEG) superajuntada. Ele reflete a função cardíaca fetal e a resistência vascular placentária, sendo um indicador precoce de comprometimento hemodinâmico. A análise da onda "a", que representa a contração atrial, é fundamental para identificar a descompensação fetal. Alterações no padrão de fluxo do ducto venoso, como a diminuição ou ausência da onda "a", indicam um aumento da pressão atrial direita e uma sobrecarga cardíaca fetal, frequentemente associadas a hipóxia e acidose. A ausência da onda "a" é um sinal tardio e grave de sofrimento fetal, sugerindo uma descompensação avançada e um risco iminente de óbito. A presença de insuficiência cardíaca fetal concomitante agrava ainda mais o prognóstico. Nesses casos, a conduta é geralmente a interrupção da gestação, visando a sobrevida fetal, mesmo que prematura. O monitoramento contínuo e a interpretação correta do Doppler do ducto venoso são essenciais para guiar a decisão clínica e otimizar o manejo de gestações de alto risco, prevenindo resultados adversos maternos e perinatais.
A ausência ou inversão da onda "a" (onda atrial) no Doppler do ducto venoso é um sinal tardio e grave de sofrimento fetal, indicando aumento da pressão atrial direita e descompensação cardíaca fetal, frequentemente associado a hipóxia e acidose.
Diante de alterações graves como a ausência da onda "a" e sinais de insuficiência cardíaca fetal, a conduta geralmente é a interrupção imediata da gestação, independentemente da idade gestacional, visando a sobrevida fetal e minimizando riscos.
A DHEG superajuntada pode levar a restrição de crescimento intrauterino e insuficiência placentária, resultando em hipóxia e acidose fetal crônica. Essas condições se manifestam por alterações no Doppler, incluindo o ducto venoso, refletindo o comprometimento fetal.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo