Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2022
Em ultrassom de gestação em primigesta sem comorbidades, o doppler evidencia desaparecimento da incisura protodiastólica das artérias uterinas no início do terceiro trimestre. Isso pode significar:
Desaparecimento da incisura protodiastólica das artérias uterinas no 3º trimestre → evolução normal da gestação.
A incisura protodiastólica nas artérias uterinas é um achado normal no primeiro e início do segundo trimestre. Seu desaparecimento progressivo até o início do terceiro trimestre reflete a remodelação fisiológica das artérias espiraladas e a diminuição da resistência vascular placentária, indicando boa perfusão uteroplacentária.
O Doppler das artérias uterinas é uma ferramenta importante na ultrassonografia obstétrica para avaliar a circulação uteroplacentária e rastrear gestações de risco. A avaliação da incisura protodiastólica e do índice de pulsatilidade (IP) ou resistência (IR) auxilia na identificação de pacientes com maior probabilidade de desenvolver pré-eclâmpsia e restrição de crescimento fetal. Fisiologicamente, durante a gestação normal, ocorre uma remodelação das artérias espiraladas maternas, que perdem sua camada muscular e elástica, tornando-se vasos de baixa resistência e alta capacitância. Essa remodelação é crucial para garantir o fluxo sanguíneo adequado para o feto. O desaparecimento da incisura protodiastólica e a diminuição dos índices de resistência nas artérias uterinas refletem essa adaptação fisiológica. A persistência da incisura protodiastólica e/ou índices de resistência elevados após o segundo trimestre (especialmente após 26 semanas) sugere falha na remodelação trofoblástica, o que pode levar a uma perfusão placentária inadequada e, consequentemente, a um maior risco de complicações gestacionais. Portanto, o achado da questão é um sinal de normalidade e bom prognóstico.
A incisura protodiastólica representa um aumento da resistência vascular nas artérias uterinas, sendo um achado normal no primeiro e início do segundo trimestre da gestação.
O desaparecimento da incisura protodiastólica é esperado até o início do terceiro trimestre (por volta de 24-26 semanas), indicando uma adequada remodelação das artérias espiraladas e baixa resistência vascular.
A persistência da incisura protodiastólica após 26 semanas de gestação pode ser um marcador de risco para complicações como pré-eclâmpsia, restrição de crescimento fetal e descolamento prematuro de placenta.
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