HSD - Hospital São Domingos (MA) — Prova 2022
Sobre o Doppler de artérias uterinas no 1º trimestre, assinale a correta:
Doppler artérias uterinas 1º trimestre: IP médio ↑ → Risco ↑ de RCF e pré-eclâmpsia.
O Doppler das artérias uterinas no 1º trimestre (idealmente entre 11-14 semanas) avalia a invasão trofoblástica. Um índice de pulsatilidade (IP) médio aumentado reflete alta resistência vascular placentária, indicando maior risco de insuficiência placentária e, consequentemente, de restrição de crescimento fetal e pré-eclâmpsia.
O Doppler das artérias uterinas no 1º trimestre é uma ferramenta ultrassonográfica valiosa no rastreamento de complicações gestacionais, principalmente a pré-eclâmpsia e a restrição de crescimento fetal (RCF). A avaliação é idealmente realizada entre 11 e 14 semanas de gestação. A fisiopatologia dessas complicações frequentemente envolve uma placentação inadequada, com falha na remodelação das artérias espiraladas maternas pelo trofoblasto. Isso resulta em alta resistência vascular e fluxo sanguíneo reduzido para a placenta. O Doppler avalia essa resistência através do Índice de Pulsatilidade (IP) e da presença de "notch" protodiastólico. Um IP médio aumentado das artérias uterinas é o marcador mais robusto de alta resistência. A presença de um IP médio aumentado no 1º trimestre é um forte fator de risco para o desenvolvimento de pré-eclâmpsia (especialmente a forma precoce e grave) e restrição de crescimento fetal, pois reflete uma insuficiência placentária subjacente. A identificação precoce desses riscos permite a implementação de medidas preventivas, como o uso de ácido acetilsalicílico (AAS) em doses baixas, que pode reduzir a incidência de pré-eclâmpsia em gestantes de alto risco. A idade gestacional ideal para o exame é crucial para sua acurácia preditiva.
O Doppler das artérias uterinas no 1º trimestre (entre 11 e 14 semanas) é uma ferramenta crucial para rastrear o risco de pré-eclâmpsia e restrição de crescimento fetal, avaliando a resistência vascular placentária e a adequação da invasão trofoblástica.
Um IP médio aumentado indica alta resistência ao fluxo sanguíneo nas artérias uterinas, sugerindo uma invasão trofoblástica inadequada e, consequentemente, um maior risco de desenvolvimento de insuficiência placentária, pré-eclâmpsia e restrição de crescimento fetal.
O "notch" protodiastólico, que representa uma incisura na onda de velocidade de fluxo, é um sinal de alta resistência vascular. Embora possa ser fisiológico no 1º trimestre, sua persistência ou presença em conjunto com um IP aumentado é um marcador de risco para complicações como pré-eclâmpsia e RCF.
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