Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2020
Em relação à doença hipertensiva específica da gravidez (DHEG) e à avaliação através de dopplervelocimetria, assinale a alternativa correta:
Doppler de artérias uterinas → preditor de pré-eclâmpsia/DHEG, especialmente em gestantes de alto risco.
A dopplervelocimetria das artérias uterinas é uma ferramenta valiosa na predição da pré-eclâmpsia e outras formas de DHEG, especialmente quando realizada no segundo trimestre, identificando gestantes com maior risco de desenvolver a doença e suas complicações.
A Doença Hipertensiva Específica da Gravidez (DHEG), que engloba a pré-eclâmpsia, é uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. A identificação precoce de gestantes em risco é fundamental para a implementação de medidas preventivas e um acompanhamento mais rigoroso. A dopplervelocimetria, especialmente das artérias uterinas, surge como uma ferramenta promissora nesse contexto. A fisiopatologia da pré-eclâmpsia envolve uma placentação anormal, com falha na remodelação das artérias espiraladas, resultando em aumento da resistência vascular uteroplacentária. O Doppler das artérias uterinas pode detectar essa alteração hemodinâmica precocemente, através da análise do índice de pulsatilidade (IP) e da presença de incisura protodiastólica. Um IP elevado e/ou incisura persistente após 20-24 semanas de gestação são marcadores de risco. Embora o Doppler das artérias uterinas seja um método de valia na predição, ele não é o único critério e deve ser associado a outros fatores de risco maternos. O manejo de gestantes com alto risco identificado pode incluir o uso de aspirina em baixas doses. É importante diferenciar o papel preditivo do Doppler das artérias uterinas da avaliação do bem-estar fetal por meio do Doppler de artéria umbilical ou cerebral média, que são usados quando a doença já está estabelecida.
O Doppler das artérias uterinas é utilizado principalmente para avaliar o risco de desenvolvimento de pré-eclâmpsia e restrição de crescimento fetal, especialmente quando realizado entre 20 e 24 semanas de gestação, identificando padrões de fluxo anormais.
A persistência de alta resistência ou a presença de incisura protodiastólica nas artérias uterinas no segundo trimestre indica falha na segunda onda de invasão trofoblástica, associada a um risco aumentado de pré-eclâmpsia e suas complicações.
Não, o perfil biofísico fetal avalia o bem-estar fetal atual, enquanto o Doppler das artérias uterinas tem um papel preditivo na DHEG. Ambos são complementares, mas o Doppler é mais eficaz na predição precoce da doença.
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