Doppler de Artérias Uterinas: Predição de Pré-eclâmpsia

Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2020

Enunciado

Em relação à doença hipertensiva específica da gravidez (DHEG) e à avaliação através de dopplervelocimetria, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) A análise do padrão espectral anormal da onda da artéria uterina, seja objetiva ou subjetiva, pode pôr em risco a vida do feto se usada como preditor de complicações fetais.
  2. B) O doppler mostra-se eficiente em gestações complicadas, principalmente nas pacientes de baixo risco.
  3. C) O perfil biofísico fetal é melhor que o doppler na avaliação da DHEG, e deve ser preferido ainda que o feto mostre sinais de centralização.
  4. D) A dopplervelocimetria das artérias uterinas é um método de valia na predição de toxemia gravídica.

Pérola Clínica

Doppler de artérias uterinas → preditor de pré-eclâmpsia/DHEG, especialmente em gestantes de alto risco.

Resumo-Chave

A dopplervelocimetria das artérias uterinas é uma ferramenta valiosa na predição da pré-eclâmpsia e outras formas de DHEG, especialmente quando realizada no segundo trimestre, identificando gestantes com maior risco de desenvolver a doença e suas complicações.

Contexto Educacional

A Doença Hipertensiva Específica da Gravidez (DHEG), que engloba a pré-eclâmpsia, é uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. A identificação precoce de gestantes em risco é fundamental para a implementação de medidas preventivas e um acompanhamento mais rigoroso. A dopplervelocimetria, especialmente das artérias uterinas, surge como uma ferramenta promissora nesse contexto. A fisiopatologia da pré-eclâmpsia envolve uma placentação anormal, com falha na remodelação das artérias espiraladas, resultando em aumento da resistência vascular uteroplacentária. O Doppler das artérias uterinas pode detectar essa alteração hemodinâmica precocemente, através da análise do índice de pulsatilidade (IP) e da presença de incisura protodiastólica. Um IP elevado e/ou incisura persistente após 20-24 semanas de gestação são marcadores de risco. Embora o Doppler das artérias uterinas seja um método de valia na predição, ele não é o único critério e deve ser associado a outros fatores de risco maternos. O manejo de gestantes com alto risco identificado pode incluir o uso de aspirina em baixas doses. É importante diferenciar o papel preditivo do Doppler das artérias uterinas da avaliação do bem-estar fetal por meio do Doppler de artéria umbilical ou cerebral média, que são usados quando a doença já está estabelecida.

Perguntas Frequentes

Qual o papel do Doppler das artérias uterinas na gravidez?

O Doppler das artérias uterinas é utilizado principalmente para avaliar o risco de desenvolvimento de pré-eclâmpsia e restrição de crescimento fetal, especialmente quando realizado entre 20 e 24 semanas de gestação, identificando padrões de fluxo anormais.

Como o Doppler das artérias uterinas prediz a pré-eclâmpsia?

A persistência de alta resistência ou a presença de incisura protodiastólica nas artérias uterinas no segundo trimestre indica falha na segunda onda de invasão trofoblástica, associada a um risco aumentado de pré-eclâmpsia e suas complicações.

O perfil biofísico fetal é superior ao Doppler na DHEG?

Não, o perfil biofísico fetal avalia o bem-estar fetal atual, enquanto o Doppler das artérias uterinas tem um papel preditivo na DHEG. Ambos são complementares, mas o Doppler é mais eficaz na predição precoce da doença.

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