SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2026
A ultrassonografia é o método diagnóstico mais utilizado para a pesquisa pré-natal das inúmeras anomalias congênitas. Essa técnica permite uma análise detalhada da anatomia fetal, auxilia o diagnóstico das malformações e as possíveis associações com as cromossomopatias. Sobre o ultrassom morfológico de primeiro trimestre, assinale a alternativa correta:
Doppler de artérias uterinas no 1º tri → Predição de risco para Pré-eclâmpsia.
O Doppler das artérias uterinas no primeiro trimestre avalia a invasão trofoblástica inicial, sendo fundamental para identificar gestantes com alto risco de desenvolver pré-eclâmpsia precoce.
O ultrassom morfológico de primeiro trimestre (realizado entre 11 e 13 semanas e 6 dias) evoluiu de um simples rastreio de aneuploidias para uma avaliação abrangente da saúde materna e fetal. Além da Translucência Nucal, a avaliação do osso nasal, ducto venoso e regurgitação tricúspide refina o risco para trissomias. Simultaneamente, o uso do Doppler das artérias uterinas permite a estratificação de risco para pré-eclâmpsia, possibilitando a intervenção profilática com ácido acetilsalicílico (AAS) antes das 16 semanas, o que reduz significativamente a incidência de formas graves da doença.
O Doppler das artérias uterinas entre 11 e 13 semanas e 6 dias avalia a resistência ao fluxo sanguíneo placentário. Um Índice de Pulsatilidade (IP) elevado reflete uma falha na segunda onda de invasão trofoblástica. Quando combinado com a história materna, pressão arterial média e marcadores séricos (PAPP-A e PlGF), permite identificar até 90% das pacientes que desenvolverão pré-eclâmpsia antes das 34 semanas.
Para que a medida da Translucência Nucal (TN) e o cálculo de risco de cromossomopatias (Trissomias 21, 18 e 13) sejam válidos, o Comprimento Cabeça-Nádega (CCN) deve estar rigorosamente entre 45 mm e 84 mm. Medidas fora desse intervalo não possuem curvas de normalidade validadas pela Fetal Medicine Foundation para o cálculo de risco estatístico.
A avaliação do colo uterino para predição de parto prematuro deve ser realizada preferencialmente via transvaginal, com a bexiga vazia, para evitar o alongamento artificial do colo pela compressão da bexiga cheia. Embora o morfológico de 1º trimestre foque em cromossomopatias, a medida do colo ganha maior relevância no morfológico de 2º trimestre (20-24 semanas).
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