IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2025
Um homem de 40 anos é diagnosticado com hipertensão renovascular. Qual é o exame de imagem de escolha para investigar a etiologia?
Hipertensão renovascular → Doppler de artérias renais é exame de escolha para rastreio e diagnóstico inicial.
O Doppler de artérias renais é o exame de primeira linha para investigar hipertensão renovascular devido à sua natureza não invasiva, baixo custo e alta acurácia na detecção de estenoses significativas. Ele permite avaliar o fluxo sanguíneo e identificar alterações hemodinâmicas sugestivas de estenose.
A hipertensão renovascular é uma causa secundária de hipertensão arterial, caracterizada pela redução do fluxo sanguíneo renal devido a uma estenose em uma ou ambas as artérias renais. É crucial identificá-la, pois é uma forma potencialmente curável de hipertensão, e sua prevalência é maior em pacientes com hipertensão resistente ou de início súbito. A suspeita clínica é fundamental para direcionar a investigação diagnóstica. A fisiopatologia envolve a ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona devido à isquemia renal, levando à vasoconstrição e retenção de sódio e água. O diagnóstico precoce é essencial para prevenir complicações cardiovasculares e renais. O Doppler de artérias renais é o exame de imagem de escolha para o rastreamento, por ser não invasivo, de baixo custo e capaz de detectar alterações hemodinâmicas e anatômicas. O tratamento visa restaurar o fluxo sanguíneo renal e controlar a pressão arterial. Pode incluir manejo clínico com anti-hipertensivos, angioplastia com stent ou, em casos selecionados, cirurgia. A escolha da modalidade terapêutica depende da etiologia da estenose, gravidade e condições clínicas do paciente, sendo a revascularização indicada para estenoses hemodinamicamente significativas.
Sinais incluem hipertensão de início súbito ou resistente ao tratamento, piora da função renal após início de IECA/BRA, assimetria renal e sopro abdominal.
O Doppler é não invasivo, não utiliza radiação ou contraste nefrotóxico, e oferece boa sensibilidade e especificidade para estenoses significativas, sendo custo-efetivo.
As causas mais comuns são aterosclerose (em idosos) e displasia fibromuscular (em jovens, especialmente mulheres), que levam à redução do fluxo sanguíneo renal.
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