HMAR - Hospital Memorial Arthur Ramos (AL) — Prova 2021
No exame de Doppler Obstétrico, a investigação de “território materno” é feita com avaliação do fluxo de
Doppler obstétrico: território materno avaliado pela artéria uterina → risco de pré-eclâmpsia e RCF.
A avaliação do fluxo da artéria uterina no Doppler obstétrico é crucial para identificar o risco de desenvolvimento de pré-eclâmpsia e restrição de crescimento fetal (RCF), refletindo a adaptação da circulação materna à gestação. Anormalidades como o notch protodiastólico ou aumento do índice de pulsatilidade indicam maior resistência vascular e possível disfunção placentária.
O Doppler obstétrico é uma ferramenta fundamental na avaliação da saúde materno-fetal, permitindo a análise da hemodinâmica em diferentes compartimentos. A investigação do "território materno" foca na artéria uterina, que reflete a adaptação da circulação materna à gestação e a adequação da invasão trofoblástica. Anormalidades nesse fluxo podem indicar um risco aumentado para o desenvolvimento de condições como pré-eclâmpsia e restrição de crescimento fetal (RCF). A avaliação da artéria uterina é geralmente realizada entre 20-24 semanas de gestação. Achados como o "notch" protodiastólico bilateral persistente e o aumento do índice de pulsatilidade (IP) ou índice de resistência (IR) são considerados preditores de desfechos adversos. Essas alterações indicam uma falha na remodelação das artérias espiraladas, resultando em maior resistência vascular e menor perfusão placentária. A identificação precoce de um Doppler de artéria uterina alterado permite a estratificação de risco e a implementação de medidas preventivas, como o uso de aspirina em baixas doses, para tentar mitigar o risco de pré-eclâmpsia. É crucial para o residente compreender a distinção entre a avaliação do território materno e fetal, pois cada um fornece informações distintas e complementares sobre a saúde da gestação.
Achados anormais incluem o notch protodiastólico bilateral persistente após 24-26 semanas e o aumento do índice de pulsatilidade, que indicam alta resistência vascular e risco de complicações como pré-eclâmpsia e RCF.
A artéria uterina reflete a adaptação da circulação materna à gestação e a invasão trofoblástica. Sua avaliação permite identificar precocemente alterações na perfusão placentária de origem materna, predizendo desfechos adversos.
O território materno (artéria uterina) avalia o fluxo sanguíneo da mãe para a placenta, enquanto o território fetal (artéria umbilical, cerebral média, ducto venoso) avalia o fluxo dentro da circulação fetal e sua resposta a condições de estresse ou hipóxia.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo