Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2024
Os vasos correspondentes que se relacionam à avaliação da implantação placentária e a função cardíaca fetal/acidose fetal, são respectivamente:
Doppler: Artéria Uterina → implantação placentária; Ducto Venoso → função cardíaca/acidose fetal.
O Doppler da Artéria Uterina avalia a resistência do fluxo sanguíneo materno para a placenta, indicando risco de insuficiência placentária e pré-eclâmpsia. O Doppler do Ducto Venoso reflete a função cardíaca fetal e é um marcador precoce de comprometimento fetal e acidose, sendo crucial em casos de restrição de crescimento intrauterino grave.
O Doppler fetal é uma ferramenta essencial na medicina materno-fetal para a avaliação da saúde e bem-estar do feto, especialmente em gestações de alto risco. Ele permite analisar o fluxo sanguíneo em diferentes vasos, fornecendo informações cruciais sobre a função placentária, a hemodinâmica fetal e o risco de hipóxia ou acidose. A correta interpretação dos achados do Doppler é fundamental para o manejo adequado de condições como a restrição de crescimento intrauterino (RCIU) e a pré-eclâmpsia.
O Doppler da Artéria Uterina avalia a resistência vascular no leito placentário materno. Um índice de pulsatilidade (IP) elevado ou a presença de incisura protodiastólica após 24 semanas de gestação pode indicar falha na invasão trofoblástica, associando-se a um maior risco de pré-eclâmpsia, restrição de crescimento intrauterino (RCIU) e descolamento prematuro de placenta.
O Ducto Venoso é um shunt fetal que direciona sangue oxigenado da veia umbilical para o coração fetal. Em situações de hipóxia e acidose fetal, há um aumento da resistência vascular placentária e uma redistribuição do fluxo sanguíneo, levando a alterações no padrão de onda do Ducto Venoso, como diminuição ou inversão do fluxo na fase atrial, indicando disfunção cardíaca e comprometimento fetal grave.
Além da Artéria Uterina e Ducto Venoso, a Artéria Umbilical é usada para avaliar a resistência placentária (IP elevado indica insuficiência). A Artéria Cerebral Média é avaliada para detectar a 'centralização fetal' (vasodilatação cerebral em resposta à hipóxia). A relação cérebro-placentária (RCP) integra esses dois últimos vasos e é um importante preditor de resultados adversos.
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