UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2020
O ultrassom obstétrico com doppler é uma ferramenta diagnóstica muito útil no pré- natal, especialmente nas pacientes com doenças hipertensivas na gravidez, baixo peso fetal e oligodramia. A figura abaixo representa exame de doppler velocimetria da artéria umbilical realizada em gestação de 34 semanas e 6 dias com préeclâmpsia grave. Assinale a alternativa correta.
Fluxo diastólico ausente/reverso na artéria umbilical = ↑ resistência placentária e ↑ risco perinatal.
O Doppler da artéria umbilical avalia a resistência vascular placentária. Um fluxo diastólico normal indica boa perfusão. A ausência de fluxo diastólico (diástole zero) ou fluxo diastólico reverso são sinais de aumento da resistência placentária e insuficiência, associados a piores desfechos perinatais.
O ultrassom obstétrico com Doppler é uma ferramenta essencial no pré-natal de alto risco, particularmente em gestações complicadas por doenças hipertensivas como a pré-eclâmpsia. Ele permite avaliar a hemodinâmica fetal e placentária, fornecendo informações cruciais sobre a vitalidade e o bem-estar do feto. A análise do fluxo na artéria umbilical é um dos parâmetros mais importantes. A fisiopatologia da pré-eclâmpsia envolve uma placentação anormal, resultando em má perfusão e aumento da resistência vascular placentária. Isso se reflete no Doppler da artéria umbilical, onde um fluxo diastólico reduzido, ausente (diástole zero) ou reverso indica graus crescentes de comprometimento placentário e hipóxia fetal. O diagnóstico precoce dessas alterações é vital para o manejo da gestação. A conduta diante de alterações no Doppler da artéria umbilical em casos de pré-eclâmpsia grave deve ser individualizada, considerando a idade gestacional e a gravidade do comprometimento fetal. Monitorização intensiva, corticoterapia para maturação pulmonar e, em casos graves, a interrupção da gestação são opções. A diástole zero ou fluxo reverso estão associados a elevados índices de morbidade e mortalidade perinatais, exigindo intervenção oportuna.
O Doppler normal da artéria umbilical apresenta fluxo diastólico presente e progressivamente maior com o avanço da gestação, refletindo baixa resistência vascular placentária.
A diástole zero (ausência de fluxo diastólico) na artéria umbilical indica aumento significativo da resistência vascular placentária, sendo um sinal de insuficiência placentária grave e risco fetal elevado.
Na pré-eclâmpsia, especialmente a grave, pode ocorrer disfunção placentária que se manifesta no Doppler da artéria umbilical com aumento da resistência, podendo levar a diástole zero ou fluxo reverso.
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