AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2025
Paula, uma gestante de 30 anos, compareceu ao pré-natal na 30 semana de gestação com queixas de diminuição da movimentação fetal. No exame físico sua pressão arterial estava normal, mas o seu peso estava abaixo do esperado para a idade gestacional, com aumento total de 5 kg desde o início da gravidez. O ultrassom revelou um feto de peso esperado de 1200 g, correspondents ao percentll 5, indicando restriçăo de crescimento intrauterlno (RCIU). Na restriçâo de crescimento a doppler fluxometria tem papel importante tanto no diagnóstico como no prognóstico. Qual dos vasos abaixo representaa função placentária?
Artéria umbilical doppler → reflete resistência placentária e função fetal.
Na Restrição de Crescimento Intrauterino (RCIU), a doppler fluxometria da artéria umbilical é o principal método para avaliar a função placentária. Alterações como aumento do Índice de Pulsatilidade (IP), diástole zero ou reversa indicam aumento da resistência vascular placentária e piora do prognóstico fetal, guiando a conduta obstétrica.
A Restrição de Crescimento Intrauterino (RCIU) é uma condição na qual o feto não atinge seu potencial genético de crescimento, geralmente definida por um peso estimado abaixo do 10º percentil para a idade gestacional. É uma das principais causas de morbimortalidade perinatal, com implicações a longo prazo para a saúde da criança. O diagnóstico e manejo adequados são essenciais para otimizar os resultados. A doppler fluxometria é uma ferramenta diagnóstica e prognóstica indispensável na avaliação da RCIU. Ela permite analisar o fluxo sanguíneo em diversos vasos fetais e maternos, fornecendo informações sobre a função placentária e o estado de oxigenação fetal. A artéria umbilical, em particular, é o vaso mais importante para avaliar a resistência vascular placentária. Um aumento na resistência (refletido por um índice de pulsatilidade elevado, diástole zero ou diástole reversa) indica disfunção placentária e piora do prognóstico fetal. O manejo da RCIU depende da idade gestacional, da gravidade da restrição e dos achados da doppler fluxometria. O acompanhamento rigoroso com ultrassonografias seriadas e doppler é fundamental. Em casos de comprometimento fetal progressivo, a antecipação do parto pode ser necessária, balanceando os riscos da prematuridade com os riscos de manter o feto em um ambiente intrauterino hostil. A compreensão da fisiologia do fluxo sanguíneo feto-placentário é crucial para a tomada de decisões clínicas.
A doppler fluxometria é crucial na RCIU para avaliar o bem-estar fetal e a função placentária. Ela permite identificar alterações na circulação feto-placentária, como o aumento da resistência na artéria umbilical, que indicam sofrimento fetal e ajudam a determinar o momento ideal para a intervenção ou o parto.
As alterações no fluxo da artéria umbilical, como o aumento do índice de pulsatilidade (IP), diástole zero ou diástole reversa, indicam um aumento da resistência vascular na placenta. Isso significa que a placenta está funcionando de forma inadequada, dificultando a passagem de sangue e nutrientes para o feto, o que pode levar à hipóxia e acidose fetal.
Além da artéria umbilical, outros vasos importantes incluem a artéria cerebral média (ACM), que avalia a redistribuição de fluxo cerebral em caso de hipóxia, e o ducto venoso, que reflete a função cardíaca fetal e é um marcador de sofrimento fetal grave. A artéria uterina materna também pode ser avaliada para predizer o risco de pré-eclâmpsia e RCIU.
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